Flávio escala Deltan para analisar documentos de sigilo entregues por Lula
Ex-procurador da Lava Jato examinará extratos e relatórios do presidente, Janja, Lulinha e pessoas próximas ao petista
A campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a presidente escalou o ex-procurador da República e senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) para analisar os documentos relacionados à quebra dos sigilos bancário e fiscal apresentados por Lula (PT) e pessoas próximas ao presidente.
A equipe do candidato afirma que Deltan analisará extratos e relatórios em busca de eventuais inconsistências.
“Reconhecido nacionalmente por liderar a Lava Jato, a maior operação anticorrupção da história do país, o ex-procurador da República Deltan Dallagnol, eleito senador pelo Paraná com 2,9 milhões de votos, foi escalado por Flávio para auditar minuciosamente toda a documentação da quebra dos sigilos entregues por Lula, como também as apresentadas pelo petista em nome do seu filho Lulinha, sua esposa Janja, seu assessor direto Marcola, e demais envolvidos em denúncias de corrupção”, inicia o comunicado da campanha.
“Deltan tem conhecimento sobre os métodos e engrenagens financeiras investigados na Operação Lava Jato, incluindo as teias que envolveram figuras centrais do PT e negócios ligados a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Com anos de experiência na identificação de ocultação de bens, triangulações bancárias e fluxos de caixa dois, Deltan vai analisar cada extrato e relatório para desconstruir a narrativa petista e rastrear as inconsistências”.
Ainda de acordo com a campanha, como o presidente Lula afirma não ter nada a esconder, a documentação precisa ser analisada com rigor, independência e sem concessões.
“O que importa não é o discurso, mas o que os documentos efetivamente demonstram. A campanha de Flávio Bolsonaro defende que a sociedade brasileira tenha acesso à verdade e que nenhuma promessa de transparência seja tratada como prova antes de uma análise criteriosa dos fatos”, conclui a nota.
Abertura de sigilos
Na mesma data, o petista condicionou sua participação no debate presidencial de sexta, 23, a uma eventual autorização de Flávio para a abertura de seus sigilos bancário e telefônico também.
“Se ele apresentar um documento autorizando a quebrar o sigilo, vai ter debate, porque senão ele não pode ir ao debate, porque o presidente da República não pode debater com ladrão”, declarou o petista.
Flávio impôs na quarta, 21, condições para aceitar o desafio de Lula e abrir seus sigilos.
“Você não tem celular. Sabe quem recebe as ligações por você? O Marcola. O Lula tem o Marcola do lado dele. É esse Marcola que abria as portas pro Lulinha, o filho dele, fazer negócios em todos os ministérios. Então eu abro meu sigilo do telefone sim, mas o Marcola tem que abrir o dele”, afirmou o filho de Jair Bolsonaro durante agenda em Guarulhos, região Metropolitana de São Paulo.
“Pra eu abrir meu sigilo, você [Lula] vai abrir o sigilo do Instituto Lula. E tem mais uma condição: você vai abrir o sigilo do seu cartão corporativo e da Janja”, continuou. A campanha do petista disse, depois, que ele não se opõe às condições.
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