Flávio e Carluxo negam acordo por apoio de Bolsonaro a Tarcísio
Segundo o 'Metrópoles', o acordo teria sido costurado com líderes do PP e do União Brasil
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o vereador Carlos Bolsonaro (PL) negaram que o pai, Jair Bolsonaro (PL), tenha fechado acordo por apoio à candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à Presidência da República em 2026.
Segundo o Metrópoles, o acordo teria sido costurado com líderes do PP e do União Brasil.
“Eu estava com ele hoje não ouvi nada disso!”, escreveu Carlos Bolsonaro no X, rebatendo a publicação.
“Acabei de sair da casa do Presidente Bolsonaro e a matéria abaixo, obviamente, é mentirosa.
Aviso aos navegantes que Tarcísio, além de amigo, é uma pessoa preparadíssima, competente e não precisa ficar provando nada a ninguém toda hora, em especial sobre sua lealdade a Bolsonaro.
Não conseguirão separá-lo de Bolsonaro e tenham a convicção de que estaremos juntos em 2026, para desespero da extrema-esquerda, que deve morrer de inveja de não ter um Tarcísio em seus quadros.
Estamos juntos, Tarcisão!”, afirmou Flávio no X.
Tarcísio deve visitar Bolsonaro, que está em prisão domiciliar, em 29 de setembro.
Direita implora por candidato
Enquanto a família Bolsonaro ainda tenta colocar de pé uma candidatura presidencial, a pesquisa Genial/Quaest sobre as perspectivas eleitorais divulgada em 18 de setembro aponta um crescimento acentuado na rejeição a uma tentativa do ex-presidente de concorrer em 2026.
Depois da condenação a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, 76% dos brasileiros acham que Jair Bolsonaro deveria abrir mão de tentar a disputa pelo Palácio do Planalto e apoiar outro candidato, bem mais do que os 65% de agosto, diferença de 11 pontos percentuais.
O recorte ideológico da pesquisa mostra um crescimento ainda maior da rejeição a uma nova candidatura de Bolsonaro entre quem se diz bolsonarista ou de direita não bolsonarista.
No caso dos apoiadores do ex-presidente, foi de 31% para 46% a proporção daqueles que defendem uma candidatura alternativa a Bolsonaro, 15 pontos percentuais de diferença.
Quando se trata da direita não bolsonarista, a proporção dos que preferem um outro candidato sobe para 74% — eram 53% em agosto, uma diferença de 21 pontos.
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