Flavio defende impeachment de Moraes após audiência com ex-assessor
"O mínimo seria se considerar suspeito para julgar Jair Bolsonaro", disse o senador ao comentar audiência pública com Tagliaferro
O senador Flavio Bolsonaro (PL-RJ, foto) voltou a defender o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes após audiência pública com Eduardo Tagliaferro, ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na audiência, da qual participou remotamente, da Itália, Tagliaferro disse que Moraes atuou com o hoje procurador-geral da República, Paulo Gonet, fora do rito, que direcionou politicamente suas investigações sobre desinformação durante as eleições de 2022 e que fraudou a fundamentação de uma decisão de busca e apreensão contra empresários.
Ao compartilhar trecho de entrevista sobre a audiência pública em seu perfil no X, Flavio disse que “Moraes não tem condições de permanecer a frente desse processo”, referindo-se ao julgamento do pai pela trama golpista.
“O mínimo seria se considerar suspeito para julgar Jair Bolsonaro. Como não fez isso e as provas de crimes e más condutas estão se acumulando, cabe ao Senado fazer o impeachment do ministro”, defendeu.
“Bombástica”
Em entrevista a jornalistas, o senador classificou a audiência pública como “bombástica”.
“Ficou evidenciado ali a fraude processual praticada por Alexandre de Moraes, pelo menos na ocasião em que ele simplesmente fraudou uma fundamentação para uma decisão que ele deu, de busca e apreensão daquele grupo de empresários, que tinha uma conversa privada no WhatsApp”, disse Flavio, presidente da Comissão de Segurança Pública, que promoveu a audiência.
“Houve uma reportagem de jornal logo na sequência, o Alexandre Moraes determina não só a busca e apreensão dos aparelhos celulares de todos esses empresários, mas determina o bloqueio de contas bancárias, a retirada das suas redes sociais, a quebra do sigilo financeiro de todos eles. E a gente teve aqui a comprovação. por parte do senhor Eduardo Tagliaferro, que é o ex-assessor dele, de que a fundamentação para essa tomada de decisão dele veio apenas dias após, ou seja, é uma das raras vezes em que se vê comprovado materialmente a pescaria probatória, ou a fishing expedition, como é chamado no mundo jurídico. de uma forma tão clara e tão evidente, porque ele busca os aparelhos para ir atrás de provas [de] que ele não tem fundamento nenhum”, reclamou o filho 01 de Bolsonaro, seguindo:
“Dias depois, o Eduardo Tagliaferro foi demandado para fazer uma espécie de fundamentação dessa decisão que já tinha sido tomada. Quer dizer, e é um processo físico, é um papel. Agora, imagina quantas vezes o Alexandre de Moraes não pode ter feito isso para tomar as suas decisões de busca e apreensão, de prisão, de fazer o que ele quisesse fazer com os alvos por ele determinados sem consultar o Ministério Público. É uma gravidade enorme, ainda mais quando praticada pelo juiz da mais alta corte deste país.”
Julgamento de Bolsonaro
Para o senador, “era para ser suspenso imediatamente, paralisado imediatamente esse linchamento, esse teatro que está acontecendo no Supremo com relação aos réus do 8 de janeiro, para que isso aqui fosse analisado”.
“É um fato novo que é trazido e, além disso, essa audiência pública traz o modus operandi do senhor Paulo Gonet, que hoje é procurador-geral da República, mas a época era o subprocurador eleitoral do TSE. Ele também se comunicava com o Tagliaferro, fazia solicitações usando o WhatsApp, o meio privado, quer dizer, nem existe o processo, não tem formalidade nenhuma. As defesas das pessoas que são acusadas, sequer ter noção de por que é que seus clientes estão sofrendo algum tipo de sanção, estavam sofrendo algum tipo de sanção por parte do Alexandre de Moraes, porque eram todos processos informais”, reclamou.
“Se usava o WhatsApp para pedir informações que eram sigilosas de pessoas que estavam sendo acusados de terem uma opinião sobre o processo eleitoral, sobre urna eletrônica, ou pessoas que eram contra a eleição de Lula e a favor dos Bolsonaro. Então, assim, um show de horrores, algo abominável que veio à tona aqui hoje na Comissão de Segurança Pública e que nós, agora, vamos fazer os encaminhamentos para todas as autoridades para que tomem ciência, inclusive fora do Brasil”, finalizou.
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Comentários (2)
Emerson
03.09.2025 09:41Quem foi que amarelou em 2019 ?
Andre Mussolin
03.09.2025 09:39A familia Bolsonaro acha que o impeachment vai anular as provas da tentativa de golpe . Kkkkk