Flávio acusa governo Lula de afundar país em dívida de R$ 11 trilhões
Candidato atribuiu o endividamento das famílias aos gastos do governo e prometeu renegociar débitos por meio da Caixa Econômica Federal
O endividamento das famílias e o tamanho da dívida pública marcaram um dos embates entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) no debate presidencial da Globo, nesta sexta-feira, 23. O candidato do PL afirmou que o governo petista deixará uma dívida de 11 trilhões de reais e prometeu renegociar débitos de pessoas físicas e empresas.
Flávio atribuiu os juros elevados aos gastos do governo e afirmou que o cenário econômico dificulta a vida de quem está endividado. Como alternativa, prometeu criar o chamado Banco da Prosperidade e usar a Caixa Econômica Federal para comprar dívidas de bancos e renegociar os débitos.
Pela proposta apresentada no debate, as pessoas físicas teriam seis meses de carência para começar a pagar, enquanto as empresas teriam um ano. O candidato também afirmou que pretende aproveitar uma eventual redução dos juros para diminuir o valor das parcelas.
Durante a discussão, Flávio alegou ainda que os juros futuros caíram depois de seu desempenho no primeiro turno. A afirmação precisa ser verificada de forma independente.
Lula diz que proposta é cópia de iniciativa enviada ao Senado
Em resposta, Lula afirmou que a proposta de Flávio reproduz uma iniciativa que ele próprio teria encaminhado ao Senado para permitir a compra de dívidas e a renegociação dos débitos com descontos elevados.
O presidente também citou medidas de renegociação adotadas por seu governo e argumentou que a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto (PIB) pode cair com o crescimento da economia.
A discussão colocou no centro do debate o tamanho da dívida pública e o impacto do endividamento sobre o orçamento das famílias. Enquanto Flávio atribuiu parte do problema aos gastos do governo, Lula defendeu as medidas de renegociação adotadas por sua gestão.
A cifra de 11 trilhões de reais mencionada por Flávio precisa ser contextualizada com dados oficiais, especificando qual conceito de dívida está sendo considerado. Dívida bruta do governo geral, dívida pública federal e dívida líquida são indicadores diferentes e não devem ser tratados como equivalentes.
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