“Fico até arrepiado quando se fala que 8/1 foi um golpe”, diz Bolsonaro
Ex-presidente negou debate sobre "golpe" e afirmou que "até seria fácil começar, o 'afterday' que é simplesmente imprevisível"
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nunca ter falado em “golpe” durante durante oitiva nesta terça, 10, no Supremo Tribunal Federal.
Ao ser questionado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, Bolsonaro disse ainda que “o golpe até seria fácil começar, o ‘afterday’ que simplesmente imprevisível e danoso para todo mundo”.
“Nunca fugi das quatro linhas da Constituição. Golpe… eu fico até arrepiado quando se fala que 8/1 foi um golpe. Mil e quinhentas pessoas, pobres coitados, que até foi levantado pelos que me antecederam agora há pouco aqui… 100 ônibus chegaram na região do setor metaurbando na madrugada de domingo e o pessoal foi logo embora depois da baderna. E sobrou para o pessoal que estava aqui. Quem realmente fez, foi embora. Não foi encontrada uma arma de fogo com essas pessoas.”
E acrescentou:
“Da minha parte, por parte de comandantes militares, nunca se falou em golpe. Golpe é uma coisa abominável. O golpe até seria fácil começar, o ‘afterday’ que é simplesmente imprevisível e danoso para todo mundo. O Brasil não poderia passar por uma experiência dessa. Não foi sequer cogitada essa hipótese de golpe no meu governo”, disse Bolsonaro.
Campanha de 2022
Bolsonaro também disse ter sido prejudicado nas eleições de 2022.
Moraes perguntou sobre as frases do ex-presidente acusando fraudes nas urnas eletrônicas ou de que os ministros do STF teriam praticado desvios de conduta.
Bolsonaro então complementou: “Por ocasião das eleições, acredito que foi um pouco desfuncional. Eu não pude, por exemplo, fazer live do Palácio do Alvorada. Eu tinha que ir na casa de um conhecido para fazer uma live”.
Ele também reclamou de não poder usar imagens como presidente em sua campanha pela reeleição em 2022.
“Eu não pude, por ocasião do horário eleitoral gratuito, usar as imagens do 7 de setembro, usar as imagens minhas na ONU, usar imagem do outro candidato [Lula] em uma comunidade do Rio de Janeiro usando o gorro do CPX. Eu não podia usar imagens do enterro da rainha Elizabeth. Eu não podia, basicamente, fazer nada. Quase tudo era proibido“, afirmou o ex-presidente.
“Houve decisão também dizendo que eu não podia baixar o preço do combustível, como se eu fosse baixar na canetada isso aí. Eu fui acusado de muita coisa, inclusive de pedófilo durante esse período”, disse.
Jair Bolsonaro argumentou que o petista Lula não tinha as mesmas limitações.
“O outro lado podia tudo, até me acusar de genocida. Então tudo isso aconteceu. Quando eu não pude usar imagens do Lula defendendo o aborto ou ao lado de ditadores, isso prejudicou a minha campanha.”
“Eu queria mostra também imagem dele em 2009, defendendo o Irã enriquecer urânio a mais de 30% para fins pacíficos, segundo ele. Eu fui tolhido. Mas o mais prejudicial para mim foi não poder usar imagens do 7 de setembro”, disse Jair Bolsonaro.
“Com todo o respeito, acredito que isso tudo pesou contra a gente.”
Ele também falou que as “páginas da direita” foram derrubadas por desinformação.
Leia mais: Bolsonaro nega ter conversado com ex-assessor sobre minuta do golpe
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
Angelo Sanchez
10.06.2025 17:35Tentativa de golpe é o que estão fazendo contra o Ex Presidente Bolsonaro e seus Ministros, fabricaram provas falsas mudando o nome de um possível Decreto que previa estado de exceção em caso de fraude nas eleições. A bandidagem de uma imprensa mentirosa que desinforma vergonhosamente todos os fatos, querendo impor fatos e pré julgar, revolta a população que vota na direita e centro direita.