“Faz tempo que o piloto sumiu”, oposição reage à trapalhada do governo Lula sobre IOF
‘Crise de confiança’, ‘desgoverno’ e ‘método’: Zema, Marinho e Ribeiro reagem a aumento de imposto e recuo do governo
A decisão do governo Lula de aumentar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e congelar R$ 31 bilhões do Orçamento provocou forte reação da oposição. Nas redes sociais, políticos classificaram a medida como um sinal de descontrole da gestão petista. Diante da repercussão negativa, o governo recuou horas depois e editou um novo decreto para rever parte do aumento.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), foi um dos primeiros a se manifestar e alertou para uma possível crise de confiança.
“Eu quero ver como esse governo vai fazer para segurar a subida do dólar depois desse aumento absurdo de imposto anunciado hoje pelo Haddad. Essa medida precisa ser revogada imediatamente ou nós vamos entrar aqui numa crise de confiança”, disse em vídeo antes de o governo anunciar o recuo.
Ele também criticou a condução da política econômica pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), acusou o governo de usar impostos para cobrir gastos populistas.
“Mais uma do taxad, aumento de impostos para cobrir o populismo e a irresponsabilidade fiscal desse gov que não tem projeto de país, tem projeto de se meter no poder mesmo que para isso quebre o país.”
Após o recuo do governo Lula, Marinho voltou a se manifestar:
“Incompetentes, irresponsáveis, populista, trapalhões… falta 1 ano e 07 meses para acabar esse desgoverno, até lá apertem o cinto…. Faz tempo que o piloto sumiu”, escreveu na manhã desta sexta-feira.
Já o presidente do Partido Novo, Eduardo Ribeiro, ironizou:
“Numa semana, é censura.
Na outra, é imposto.
Censura.
Imposto.
Censura.
Imposto.
Falem o que quiserem do governo, mas não dá pra dizer que não há um método.”
O deputado Mendonça Filho (União-PE) também criticou o aumento da carga tributária e o congelamento orçamentário :
“Congelamento de mais R$ 31 bilhões do orçamento e aumento de imposto, com a elevação do IOF. Terceiro ano do Governo Lula e o povo segue pagando a conta do descontrole das contas públicas da gestão petista.”
Recuo
A pressão levou o governo a rever o aumento do IOF.
Uma reunião de emergência no Palácio do Planalto envolveu os ministros Rui Costa (Casa Civil), Sidônio Palmeira (Secom) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), além de técnicos da área jurídica. Fernando Haddad, que havia viajado para São Paulo, participou a distância.
A nova versão do decreto foi publicada na madrugada desta sexta-feira (24.mai), antes da abertura dos mercados. Em nota, o Ministério da Fazenda afirmou:
“Este é um ajuste na medida, feito com equilíbrio, ouvindo o país, e corrigindo rumos sempre que necessário.”
O governo voltou atrás em dois pontos centrais: manteve a alíquota zero do IOF sobre aplicações de fundos brasileiros no exterior e preservou a alíquota atual de 1,1% para remessas de brasileiros ao exterior destinadas a investimentos.
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Comentários (1)
Marcia Elizabeth Brunetti
23.05.2025 16:05Piloto cachaceiro nem a Voepass contrataria.