FAPESP amplia apoio a startups de base tecnológica em SP
Fundação lança três frentes do programa PIPE com foco em deeptechs, pesquisa aplicada e infraestrutura de incubação
A FAPESP anunciou nesta terça-feira, 17, um conjunto de iniciativas do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), com o objetivo de ampliar o surgimento de startups de base científica e tecnológica no estado de São Paulo. As ações abrangem chamadas temáticas por setor, uma nova modalidade de apoio à pesquisa aplicada e o credenciamento formal de incubadoras.
A primeira chamada do PIPE Jornada Tecnológica tem como foco o agronegócio, os sistemas alimentares e a bioeconomia. Pequenas empresas instaladas em São Paulo podem submeter projetos em áreas como agricultura de precisão, bioprodutos, biotecnologia agrícola e economia circular.
O prazo para pré-propostas vai até 22 de abril; as propostas completas deverão ser entregues até 17 de junho deste ano.
Os projetos selecionados nessa primeira chamada podem receber até R$ 500 mil, no âmbito do PIPE Fase 1, e devem ser executados em até um ano.
A proposta, segundo a gerente de inovação da Fundação, Patricia Tedeschi, é que o programa funcione como ponto de entrada para empresas que buscam desenvolver tecnologia com suporte institucional.
“A ideia é que o PIPE Jornada Tecnológica seja uma porta de entrada para as pequenas empresas iniciarem suas trilhas de desenvolvimento tecnológico com apoio da FAPESP, até se tornarem independentes”, disse Tedeschi.
Pesquisa acadêmica com foco em resultado de mercado
A FAPESP também lançou a modalidade Auxílio à Inovação Regular, voltada a pesquisadores com vínculo em instituições paulistas, públicas ou privadas. O objetivo é financiar projetos que transformem conhecimento acadêmico em produtos, processos ou serviços com valor econômico, social ou ambiental.
Os projetos poderão receber até R$ 600 mil e terão prazo de execução de até três anos. As submissões devem ser feitas pelo sistema SAGe até 15 de junho de 2026. A expectativa da Fundação é que a modalidade preencha a lacuna entre a produção universitária e o estágio inicial de uma startup.
“A meta é que o Auxílio à Inovação Regular contribua para avançar o TRL de pesquisas que estão sendo desenvolvidas dentro de universidades, facilitando futuras transferências de tecnologia, licenciamentos ou a criação de spin-offs acadêmicas que poderão receber apoio do PIPE”, afirmou Rodolfo Azevedo, coordenador da área de tecnologias e parcerias de inovação da FAPESP.
Azevedo pondera que o critério de avaliação dos projetos será a aplicação prática: “O resultado do projeto tem que ser inovação. Não é publicação ou avanço do conhecimento puro, mas aplicação. O pesquisador responsável tem que definir muito claramente como ele caminhará para atingir esse objetivo”.
Incubadoras no ecossistema formal da Fundação
A terceira frente envolve o credenciamento de incubadoras para prestar serviços às empresas beneficiadas pelo PIPE. As instituições interessadas poderão oferecer infraestrutura física, mentoria e suporte nas áreas jurídica, contábil, regulatória e de propriedade intelectual, mediante pagamento pelos beneficiários do programa.
Para se credenciar, a incubadora deve ter infraestrutura própria para incubação presencial no estado de São Paulo — a modalidade virtual não é aceita — e histórico de apoio a pelo menos dez empresas. As propostas devem ser enviadas por e-mail até 18h de 15 de abril de 2026.
“O objetivo é integrar formalmente esses ambientes de inovação ao ecossistema da Fundação”, disse Azevedo.
As três iniciativas serão apresentadas em evento on-line no dia 24 de março, das 9h às 12h. As inscrições podem ser feitas em fapesp.br/18078. Chamadas futuras do PIPE Jornada Tecnológica estão previstas para os segmentos de saúde, soberania digital, transição energética e educação.
Mais informações estão disponíveis em fapesp.br/18038 ou pelo e-mail chamada-incubadoras@fapesp.br.
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