Família Camisotti recebeu 5 vezes mais que o Careca do INSS, diz relator da CPMI
Depoente ficou em silêncio na CPMI, irritou senadores e foi pressionado a colaborar com as investigações
O depoimento de Paulo Camisotti à CPMI do INSS colocou a família do investigado no centro das suspeitas sobre o esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas. Segundo o relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), empresas ligadas ao grupo teriam recebido valores muito superiores aos atribuídos ao chamado “Careca do INSS”, apontado como operador financeiro do esquema.
De acordo com o parlamentar, três entidades investigadas repassaram juntas mais de R$ 800 milhões, dos quais cerca de R$ 350 milhões teriam sido destinados diretamente a empresas vinculadas aos Camisotti. Ao destacar a dimensão desses valores, Gaspar afirmou que o foco anterior da investigação pode ter desviado a atenção de um núcleo financeiro mais relevante
“Essa família, com mais de R$ 350 milhões dessas três entidades, é cinco vezes mais forte do que o Careca do INSS. Botaram o nome do Careca do INSS e a gente ficou repetindo que ele era o maior operador financeiro. Mas lembrem deste nome: Camisotti. Nesta operação aqui, foi cinco vezes maior”, declarou o relator.
Apesar das cifras apontadas, o depoente evitou esclarecer a natureza das atividades das empresas ou sua relação com as associações investigadas. Amparado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Paulo respondeu de forma reiterada que permaneceria em silêncio, o que gerou irritação entre os parlamentares e levou a questionamentos sobre os limites do habeas corpus concedido.
O senador Izalci Lucas (PL-DF) afirmou que Maurício Camisotti, pai do depoente, teria estruturado uma rede voltada ao desvio de recursos de aposentados e que Paulo faria parte dessa engrenagem. Durante o interrogatório, questionou diretamente se o depoente havia visitado o pai na prisão. Após resistência inicial, Paulo confirmou a visita, o que levou o senador a endurecer o tom.
“Seu pai criou esse império. Você entrou no negócio da família. Esta CPMI vai colocar você junto com o seu pai na cadeia”, afirmou Izalci.
Outros parlamentares também pressionaram pela colaboração com as investigações. Os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Damares Alves (Republicanos-DF) sugeriram a possibilidade de acordos de delação premiada. Damares afirmou que investigados presos no Complexo da Papuda já estariam negociando cooperação com as autoridades e aconselhou o depoente a se antecipar.
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Comentários (1)
Annie
27.02.2026 12:16É muita roubalheira 💰💰💰💰💰💰💰