Falta “coragem” para pautar urgência do projeto da anistia, diz Sóstenes
Líder do PL criticou decisão do presidente e líderes da Câmara de não incluir requerimento de urgência na pauta do plenário
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), criticou em publicação no X (antigo Twitter), nesta quinta-feira, 24, a decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e de líderes da Casa de não pautar no plenário o requerimento de urgência para o projeto de lei que concede anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.
“Enquanto debatemos em salas com ar-condicionado, com boa comida e passagens de avião, patriotas seguem trancados em celas quentes ou geladas, longe da família, sem julgamento justo. 264 deputados já disseram sim [ao pedido de urgência]. O que falta não é assinatura. É coragem para pautar“, escreveu o parlamentar.
“O que estão fazendo é uma pena de morte por omissão – querem repetir com outros o que fizeram com Clezão. Justiça não pode esperar”, acrescentou, se referindo a Cleriston Pereira da Cunha, que morreu no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, em novembro de 2023.
Oposição fica em obstrução
O líder da oposição na Câmara, Luciano Zucco (PL-RS), anunciou nesta “obstrução total” para pressionar Motta a pautar o requerimento de urgência.
“Diante do recuo na votação da urgência do PL da Anistia, a oposição tomou uma decisão: obstrução total em todas as comissões e no plenário, até que a democracia seja respeitada. Anistia já!”, escreveu Zucco no X.
A obstrução é um recurso usado pelos parlamentares para de impedir o prosseguimento dos trabalhos e ganhar tempo em uma ação política. Entre os mecanismos mais utilizados, estão pronunciamentos, pedidos de adiamento da discussão e da votação e saída do plenário para evitar quorum.
Apoio ao requerimento de urgência
O requerimento de urgência para a anistia foi protocolado por Sóstenes na Câmara em 14 de abril, com 264 assinaturas no total.
Entre os signatários, estão 146 deputados federais filiados a partidos com ao menos um ministro no governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os nomes distribuídos entre União Brasil (40), PP (35), Republicanos (28), PSD (23) e MDB (20). O governo é contra o pedido e a proposta.
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Comentários (1)
Luis Eduardo Rezende Caracik
25.04.2025 07:06Pode ser que a falta de coragem seja devido ao fato de que a vergonha em tentar aprovar este projeto ainda supera a falta de coragem....