Expulsão de Aldo Rebelo do DC é oficializada
Ex-ministro foi preterido no Democracia Cristã por Joaquim Barbosa
O juiz eleitoral Tiago Machado oficializou na segunda-feira, 25, a expulsão de Aldo Rebelo do Democracia Cristã (DC).
Segundo a Folha de S.Paulo, a exclusão do político já foi registrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Preterido por Joaquim Barbosa, o ex-ministro e ex-presidente da Câmara dos Deputados deve recorrer da decisão.
Sai Aldo Rebelo, entra Joaquim Barbosa
O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa foi oficializado, em 16 de maio, como pré-candidato à Presidência da República pelo Democracia Cristã para a eleição de 2026.
Com a decisão, o partido deixou de lado a pré-candidatura do ex-ministro Aldo Rebelo.
Em nota oficial, o DC afirmou que Joaquim Barbosa “representa a possibilidade de união nacional e reconstrução da confiança do povo brasileiro nas instituições”. O partido disse ainda que o país vive um momento que exige “união, propósito e desprendimento”.
O presidente do partido, João Caldas, chamou Barbosa de “Obama brasileiro” e afirmou que ele estaria “a anos luz à frente desse pessoal sem intelecto e envergadura”.
Aldo Rebelo prometeu recorrer à Justiça para manter sua pré-candidatura.
Interlocutores próximos de Aldo sustentam que houve um compromisso político da executiva partidária com sua pré-candidatura, que chegou a ser publicizada pelo partido.
A avaliação do grupo é que, sem convenção, não haveria possibilidade de definição unilateral de uma candidatura presidencial que, segundo eles, também ainda não contou com um esclarecimento público sobre sua filiação ao DC.
Caso Master?
Aldo Rebelo disse a O Antagonista que a indicação do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa em seu lugar na corrida presidencial seria uma tentativa de João Caldas, presidente do DC, de obter “proteção” diante da repercussão do caso Master em Alagoas, estado de Caldas.
“Agora aparecem os verdadeiros motivos dessa busca por um ex-ministro do Supremo, que é a relação com esse escândalo do Banco Master em Maceió”, disse.
O ex-deputado citou a compra de 116 milhões de reais em títulos considerados podres pelo Instituto de Previdência de Maceió durante a gestão do prefeito JHC (PSDB), filho de Caldas.
“Dizem que João Caldas procurou uma espécie de proteção com uma candidatura de alguém que tem ligação com o Supremo”, afirmou Aldo.
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