Vice da Vale aponta onda anti-woke, mas empresa reafirma políticas DEI
Segundo a vice-presidente executiva de pessoas da Vale, Cátia Porto, as políticas DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) estão sendo gradualmente substituídas por um movimento denominado MEI (Mérito, Excelência e Inteligência)
A vice-presidente executiva de pessoas da Vale, Cátia Porto, destacou em suas recentes declarações que a chamada cultura “woke” está perdendo relevância nas empresas, dando espaço a um novo paradigma focado no mérito e no desempenho.
Segundo ela, as políticas DEI (Diversidade, Equidade e Inclusão) estão sendo gradualmente substituídas por um movimento denominado MEI (Mérito, Excelência e Inteligência), que prioriza não apenas a diversidade, mas também a competência e o alto desempenho dos colaboradores.
O termo “woke”, que pode ser traduzido como “desperto”, é frequentemente utilizado de maneira crítica por conservadores para descrever agendas voltadas à identidade e representatividade.
Em uma publicação nos stories do Instagram, Porto comentou sobre a evolução desse debate, afirmando que o enfoque agora se direciona para uma combinação de mérito com habilidades intelectuais.
Essas declarações foram amplamente divulgadas pelo site Capital Reset e confirmadas pela Folha de S.Paulo. A Vale, no entanto, reafirmou em nota que suas diretrizes relacionadas à diversidade e inclusão permanecem inalteradas.
O comentário de Cátia Porto
O comentário de Cátia Porto surgiu em resposta a um seguidor que indagou sobre o retorno das empresas ao modelo presencial de trabalho.
A executiva argumentou que essa transição é impulsionada pela necessidade de priorizar o desempenho, uma vez que o trabalho presencial costuma estar associado a melhores resultados em colaboração e produtividade.
Nos últimos meses, após a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos, diversas grandes empresas americanas têm revisado ou atenuado suas políticas de diversidade. Entre as companhias que adotaram essa postura estão Meta, Amazon, Walmart e Ford.
Porto enfatizou em seu comentário que é vital para as empresas se adaptarem rapidamente às mudanças sociais e culturais: “Quem entende de movimentos sabe que ou você se adapta rapidamente ou fica para trás”, declarou.
Compromisso com a diversidade
Apesar da polêmica gerada por suas declarações, ela reafirmou seu compromisso com a diversidade em mensagens enviadas a grupos internos, destacando os benefícios da pluralidade para os negócios e inovação.
Ela também mencionou iniciativas pessoais voltadas para o empoderamento feminino, como o programa ELLA, no qual atuou como facilitadora para mais de 3.000 mulheres.
A Vale estabeleceu metas ambiciosas para aumentar a representatividade feminina em sua força de trabalho e elevar a proporção de pessoas negras em posições de liderança até 2026.
Cátia Porto assumiu seu cargo na Vale em dezembro durante uma reestruturação da diretoria liderada pelo presidente Gustavo Pimenta.
Com formação em psicologia pela PUC-RJ e pós-graduação em gestão de recursos humanos pela UFRJ, ela acumula experiência significativa na área de recursos humanos em empresas como Carrefour e Nokia.
Além disso, Porto mantém um perfil ativo no Instagram, onde compartilha conhecimentos sobre carreira com um público significativo.
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