Exames não detectaram metanol, diz Padilha sobre cantor Hungria
O rapper recebeu alta no domingo, 5, após quatro dias internado no Hospital DF Star, em Brasília
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira, 6, que os exames não detectaram metanol nem derivados no sangue do cantor Hungria, que passou quatro dias internado em Brasília com sintomas de intoxicação.
“Ele já teve alta, está em casa. Durante o acompanhamento, já havia sido solicitado um exame para detecção do metanol pela rede privada, mas o Ministério da Saúde ajudou no acesso ao centro de referência de toxicologia do SUS, que fez a detecção mais rápida e destacou a ausência do metanol. Não só do metanol, mas também de seus derivados, como o ácido fórmico, que causa agressão ao sistema nervoso central. Mais informações serão fornecidas pela própria equipe médica”, disse o ministro em entrevista ao Metrópoles.
Padilha disse na quinta, 2, em entrevista coletiva, que a intoxicação de Hungria tinha sido confirmada, mas recuou minutos depois.
O rapper recebeu alta no domingo, 5.
“Primeiramente, agradeço a Deus por mais uma oportunidade de celebrar a vida e este dia.
Sou grato a toda a equipe do Hospital DF-STAR e, em especial, ao Dr. Leandro Machado, que cuidou com dedicação da minha recuperação. Meu muito obrigado também a todos os fãs, amigos e familiares que, com orações, carinho e mensagens, tornaram esse momento mais leve e cheio de força. Hoje é um dia de vitória e gratidão!”, publicou o cantor no Instagram ao receber alta hospitalar.
Segundo o boletim médico, Hungria apresentou “excelente evolução clínica”. Ele deverá seguir com os cuidados em casa.
Intoxicação por metanol
O Ministério da Saúde afirmou no domingo, 5, haver 16 casos confirmados de intoxicação por metanol após ingestão de bebida alcoólica e 209 em investigação.
Do total de registros, 192 são em São Paulo, sendo 14 confirmados e 178 em investigação.
O país tem duas mortes por intoxicação com metanol confirmadas –as duas em São Paulo. Outras 13 seguem sob investigação, sendo sete em São Paulo, três em Pernambuco, uma no Mato Grosso do Sul, uma na Paraíba e uma no Ceará.
As informações foram enviadas pelos estados ao governo federal e consolidados pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS).
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