Metanol: cantor Hungria é internado no DF com suspeita de intoxicação
Segundo o boletim médico, o rapper apresenta um "quadro de cefaleia, náuseas, vômitos, turvação visual e acidose metabólica"
O cantor Hungria (foto) foi internado nesta quinta-feira, 2, em Brasília, com quadro condizente à intoxicação por metanol.
A informação foi confirmada pela assessoria do rapper:
“O cantor Hungria encontra-se sob cuidados médicos após a suspeita de ter ingerido bebida adulterada, em situação que remete aos casos recentemente noticiados em São Paulo.
Ele está sendo acompanhado pelo Dr. Leandro Machado, no Hospital DF Star, em Brasília.
Por orientação médica e com o objetivo de preservar sua saúde, os shows previstos para este final de semana serão remarcados.
O artista permanece em acompanhamento e já está fora de risco iminente.
Agradecemos a compreensão dos fãs, da imprensa e de todos os parceiros neste momento.”
Segundo o boletim médico, Hungria apresenta um “quadro de cefaleia, náuseas, vômitos, turvação visual e acidose metabólica”.
Oficialmente, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) não confirmou nenhum caso de intoxicação por metanol.
A Polícia Civil do DF (PCDF) enviou investigadores ao hospital.
Caso a intoxicação seja confirmada, um inquérito deve ser aberto para apurar a origem da contaminação.
Intoxicação por metanol em SP
O governo de São Paulo afirmou nesta quarta-feira, 1º, que 10 casos de intoxicação por metanol foram confirmados no estado.
Desses casos, uma pessoa morreu.
Outros 27 continuam em investigação, incluindo cinco que resultaram em morte.
Na terça, 30, o governador Tarcísio de Freitas instaurou um gabinete de crise para intensificar as ações.
Uma das ações do grupo composto por integrantes das secretarias de Segurança Pública e da Saúde será a interdição cautelar de todos os estabelecimentos em que houve consumo de bebidas adulteradas.
“A Secretaria de Saúde emitiu um alerta para toda a rede orientando com relação à necessidade de notificação imediata, os protocolos e à disponibilidade de antídoto. Nossa rede estará estruturada para prestar assistência imediata. Vamos ter estabelecimento de canais de denúncia, via 181, para a Secretaria de Segurança Pública”, afirmou o governador.
Segundo Tarcísio, não há evidências de envolvimento do Primeiro Comando da Capital (PCC).
“Não há evidência nenhuma de que haja envolvimento do crime organizado nisso. Os inquéritos abertos indicam que são pessoas que não têm relação com crime organizado e não têm relação entre si. São pessoas que fraudam rotineiramente bebidas. É um problema estrutural”, afirmou o governador.
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