Ex-policial que assassinou petista ganha direito a prisão domiciliar
Defesa alegou que Jorge Guaranho sofreu ferimentos graves durante o tiroteio que resultou na morte de Marcelo Arruda
O ex-policial penal Jorge Guaranho, condenado pelo assassinato do guarda municipal e tesoureiro do PT Marcelo Arruda, recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar apenas um dia após sua sentença.
Em decisão liminar (provisória), o desembargador Gamaliel Seme Scaff, do Tribunal de Justiça do Paraná, justificou a prisão domiciliar pela saúde debilitada de Guaranho, que precisará usar tornozeleira eletrônica durante o cumprimento da pena.
O magistrado afirmou que a condição física do réu “não colocará em risco a sociedade ou o cumprimento da lei penal”.
Guaranho foi condenado a cumprir pena de 20 anos de prisão em regime fechado, mas a defesa alegou que ele sofreu ferimentos graves durante o tiroteio que resultou na morte de Arruda, o que, segundo os advogados, teria causado dificuldades de locomoção.
O ex-policial penal também terá que comparecer periodicamente à Justiça, não poderá viajar sem autorização e estará proibido de ter contato com pessoas envolvidas no caso.
O caso
O crime aconteceu durante a festa de 50 anos de Marcelo Arruda, um evento decorado com símbolos do PT e imagens do então candidato Lula.
De acordo com os relatos do processo, Guaranho, apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, teria ido até o local e provocado os presentes ao tocar músicas de campanha do ex-mandatário. O ato gerou uma discussão que culminou no assassinato de Arruda.
O episódio foi um dos casos mais emblemáticos da escalada de violência política no Brasil durante as eleições de 2022.
No julgamento, Guaranho alegou que sua atitude inicial foi uma “brincadeira” e negou ter intenção de cometer o crime. No entanto, os jurados consideraram que o assassinato teve motivação política e condenaram o réu a duas décadas de reclusão.
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Comentários (1)
Fabio B
15.02.2025 19:03As vítimas de assassinatos ganham também algum tipo de progressão para poderem retornar à sociedade?