Bolsonarista condenado a 20 anos por assassinato de petista em Foz
Júri em Curitiba determina regime fechado para ex-policial penal Jorge Guaranho, que matou Marcelo Arruda em 2022
O ex-policial penal Jorge Guaranho foi condenado nesta quinta, 13, a 20 anos de prisão pelo assassinato do guarda municipal Marcelo Arruda, ocorrido em julho de 2022, em Foz do Iguaçu.
A sentença foi proferida por um Tribunal do Júri de Curitiba e determina que o réu, que estava em prisão domiciliar desde setembro de 2024, passe a cumprir a pena em regime fechado.
O crime aconteceu durante a festa de 50 anos de Marcelo Arruda, um evento decorado com símbolos do Partido dos Trabalhadores (PT) e imagens do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com os relatos do processo, Guaranho, apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, teria ido até o local e provocado os presentes ao tocar músicas de campanha do ex-mandatário. O ato gerou uma discussão que culminou no assassinato de Arruda.
O episódio foi um dos casos mais emblemáticos da escalada de violência política no Brasil durante as eleições de 2022.
Dados da Anistia Internacional apontam que, nos meses que antecederam o pleito de outubro, houve pelo menos um caso de violência política a cada dois dias. Além disso, uma pesquisa do Datafolha divulgada em setembro de 2022 revelou que 70% dos brasileiros tinham medo de sofrer agressões físicas por conta de suas opiniões políticas.
No julgamento, Guaranho alegou que sua atitude inicial foi uma “brincadeira” e negou ter intenção de cometer o crime. No entanto, os jurados consideraram que o assassinato teve motivação política e condenaram o réu a duas décadas de reclusão. A defesa do ex-policial penal ainda pode recorrer da decisão.
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