Ex-ministro da Previdência também foi delatado?
O envolvimento de Carlos Lupi no escândalo foi detalhado por ex-dirigentes do INSS, segundo o 'Metrópoles'
Além de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios da autarquia André Fidelis também detalharam o envolvimento do ex-ministro da Previdência Social Carlos Lupi (PDT, foto) nos descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS, publicou o Metrópoles.
Presos desde 13 de novembro, os ex-servidores do alto escalão da autarquia estariam em um processo avançado de delação premiada.
Virgílio Filho é acusado de ter recebido 11,9 milhões de reais de empresas ligadas a entidades envolvidas no escândalo. André Fidelis, por sua vez, teria recebido 3,4 milhões de reais em propina entre 2023 e 2024.
Lupi, o ex-ministro de Lula
O pedetista Carlos Lupi assumiu o Ministério da Previdência Social em janeiro de 2023, início do governo Lula.
Ele deixou o governo em 2 de maio de 2025, após a revelação do escândalo dos descontos ilegais de aposentadorias e pensões, descoberto pelas investigações da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal.
O presidente Lula ficou incomodado pela forma leniente como tanto o Ministério da Previdência quanto o INSS lidaram com os alertas feitos pela Controladoria-Geral da União sobre as fraudes na autarquia.
CPMI do INSS
Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, o ex-ministro da Previdência admitiu que subestimou o tamanho do rombo nas aposentadorias e pensões.
“A gente, infelizmente, não tem poder de adivinhação. Nunca tivemos a capacidade de dimensionar o tamanho, o volume que esses criminosos fizeram dentro do INSS. Só foi possível depois que a Polícia Federal investigou para valer”, disse Lupi.
“Agora quando ela [a PF] investigou, colocou à tona esse processo. E agora sim a gente tem uma dimensão que não tínhamos na época. Talvez a minha falha maior tenha sido essa, não dar uma dimensão ao tamanho do rombo que era isso [roubo nas aposentadorias]”, acrescentou o ex-ministro.
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