Lulinha na delação de ex-dirigentes do INSS?
Participação do filho de Lula teria sido detalhada por dois ex-servidores do alto escalão da autarquia que estão presos desde novembro, segundo o 'Metrópoles'
O ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios da autarquia, André Fidelis, detalharam a participação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula (PT), nos descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS, registrou o Metrópoles.
Presos desde 13 de novembro, os ex-servidores do alto escalão da autarquia estariam em um processo avançado de delação premiada.
Virgílio Filho é acusado de ter recebido 11,9 milhões de reais de empresas ligadas a entidades envolvidas no escândalo. André Fidelis, por sua vez, teria recebido 3,4 milhões de reais em propina entre 2023 e 2024.
Ao portal, a advogada Izabella Borges, que representa Virgílio Oliveira Filho, negou a existência de uma delação premiada.
“Sócio oculto”
A Polícia Federal informou ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga se Lulinha foi “sócio oculto” do lobista Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, em negócios com o governo federal.
Na representação, os investigadores disseram ao magistrado que o filho do presidente Lula (PT) foi mencionado em três diferentes conjuntos de informações colhidas ao longo da apuração sobre os descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.
A PF apura se Lulinha manteve uma sociedade oculta com o Careca do INSS por meio da empresária Roberta Luchsinger, uma amiga em comum entre eles.
“A fim de dar transparência à investigação para todos os atores da persecução penal, a partir da relação estabelecida entre ANTÔNIO CAMILO e ROBERTA LUCHSINGER, vislumbra-se a possibilidade de vínculo indireto entre ANTÔNIO CAMILO e terceiro que, em tese, poderia atuar como sócio oculto, por intermédio da mencionada ROBERTA, que funcionaria como elo entre ambos. Tal pessoa pode ser FÁBIO LULA DA SILVA”, escreveu a PF na representação.
A amiga de Lulinha
Roberta Luchsinger foi alvo de busca e apreensão em uma fase da Operação Sem Desconto, deflagrada em dezembro.
As investigações apontam que ela recebeu cinco pagamentos de 300 mil reais, totalizando 1,5 milhão de reais, por ordem do Careca do INSS.
Registros obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação indicam que Roberta esteve no Palácio do Planalto em 17 de abril, às 17h30, e 18 de abril de 2024, às 12h30.
No mesmo ano, Fábio Luís registrou entradas em 17 e 31 de janeiro e em 7 de março. A Presidência informou que não é possível identificar com quem eles se reuniram, pois não há registro do visitante pretendido ou do motivo da visita.
Apesar de ter sido citado em conversas de terceiros, não foi encontrado nenhum elemento que indique a participação direta do filho de Lula nos fatos sob investigação até agora.
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