Ex-diretor jurídico cobra R$ 728 mil da CBF na Justiça do Rio
Ação aponta descumprimento de acordo após rescisão contratual; Cobrança inclui multa, juros e compensação por rescisão antecipada
O advogado e ex-diretor jurídico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Gamil Föppel, ingressou com uma ação de execução na Justiça do Rio de Janeiro para cobrar cerca de R$ 728 mil da entidade. A cobrança se refere, segundo o processo, a valores não quitados após a rescisão antecipada do contrato com seu escritório, incluindo parcelas do aviso prévio e compensação prevista em cláusula contratual.
De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo e que o Antagonista também teve acesso, o valor original da dívida era de R$ 592 mil, que deveria ter sido pago em parcela única no prazo de 10 dias corridos. Com o não cumprimento do acordo, o montante foi atualizado com correção monetária, juros e multa de 10%, alcançando o valor atual.
O documento também destaca que o valor cobrado resulta da soma das parcelas do período de aviso prévio com a compensação pela rescisão antecipada. “O total exigido foi de R$ 592.517,95, a ser quitado em parcela única no prazo de 10 dias corridos, sem qualquer adimplemento pela Executada”, registra.
A ação detalha que a rescisão foi comunicada em 9 de julho do ano passado, com aplicação de aviso prévio de 30 dias. Föppel sustentou que, em caso de rompimento antecipado, havia previsão de pagamento de uma compensação equivalente à metade dos valores mensais restantes até março de 2026, a ser quitada integralmente.
“A obrigação é certa, porque decorre diretamente do pacto”, diz o texto. Ainda segundo a petição, “o prazo convencionado para pagamento transcorreu sem satisfação”, caracterizando a inadiplência
Ainda segundo a publicação, com o suposto descumprimento, o advogado pede que a Justiça adote medidas para garantir o pagamento. Entre os requerimentos estão o bloqueio de valores via sistemas eletrônicos, a realização de pesquisas patrimoniais e eventual penhora de bens, caso a dívida não seja quitada de forma voluntária. Além da cobrança financeira, a petição também levanta questionamentos sobre a atual gestão da CBF.
Nos bastidores, interlocutores próximos ao caso afirmam que houve tentativa de solução amigável antes do acionamento da Justiça, sem sucesso. Ainda de acordo com relatos de pessoas próximas, a rescisão não teria sido tratada apenas como medida administrativa. Há a leitura de que mudanças internas na gestão levaram ao desligamento de um número significativo de prestadores de serviço, inclusive sem função estratégica direta, o que teria influenciado a judicialização do caso.
Outro ponto citado por pessoas a par da disputa envolve a manutenção de vínculos formais do advogado com processos da própria entidade. Mesmo após a rescisão contratual, ele ainda constaria como representante em ações de alto valor, sem que houvesse a revogação das procurações.
A ação afirma ainda que “a esmagadora maioria dos prestadores de serviços detentores do prefixo telefônico 71 (Bahia) foram desligados”, mesmo sem vínculo direto com a presidência da entidade. A alegação é apresentada como parte do contexto da rescisão contratual.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)