Ex-comandante reage a intrigas por livro sobre governo Bolsonaro
Baptista Jr. tem rebatido em seu perfil no X as críticas e acusações de quem classifica como "golpistas enrustidos"
Comandante da Força Aérea Brasileira (FAB) durante o governo Jair Bolsonaro, Carlos Baptista Junior (foto) tem dado entrevistas para promover seu livro sobre os bastidores da “trincheira antigolpista” da qual alega ter participado e descreve em “Eu disse não!”, que será lançado em setembro.
Desde que as informações do livro começaram a circular, Baptista Junior também aumentou sua frequência nas redes sociais, para rebater as críticas e intrigas disseminadas por bolsonaristas.
“Antes de lerem o editorial de hoje do Estadão, uma provocação aos golpistas enrustidos: com a mesma coragem com que, no passado, estampavam ‘Eu autorizo!’, deveriam hoje introduzir suas agressões com uma mensagem igualmente clara: ‘Eu sou golpista!’”, disse o ex-comandante da FAB ao compartilhar o editorial, cujo título é “Para nunca esquecer”.
“Tu não mereces respeito algum”
O perfil do Coronel Amaro, por exemplo, compartilhou uma cópia da tela que indica que Baptista Junior o bloqueou na rede social para dizer o seguinte:
“Brigadeiro, respeito o senhor em virtude do que a Instituição me ensinou. O respeito se deve ao posto e não ao homem. Como oficial general do mais elevado posto, lhe devo minha continência. Como o homem que deu consistência à narrativa que submeteu colegas de farda à décadas de prisão, imposta por um sistema totalmente corrupto, tu não mereces respeito algum.”
O ex-comandante da FAB também rebateu a comentários que alegam que quem promoveu um movimento golpista foi ele, ao dizer, por exemplo:
“Autoridades não eleitas se reuniram para sabotar o presidente escolhido pelo povo. Tem que ser muito imbecil para chamar isso de defesa da democracia.”
Baptista Junior rebateu esse comentário, entre outros, com um trecho de uma reportagem do Uol, que diz o seguinte, mencionando o próprio ex-comandante, com grifo dele mesmo:
“Em agosto de 2022, nós, os três comandantes, convidamos o PGR, doutor Augusto Aras, e o ministro Toffoli. Fizemos um jantar, só nós cinco. O ministro da Defesa não foi convidado. E nós avisamos para ele: hoje são as Forças Armadas com o ministro do STF e o procurador-geral.”
Família
Ele também tem chamado a atenção para o fato de que o general Walter Braga Netto envolveu sua família na história, ao instruir pressão para se envolver na trama dos bolsonaristas.
O livro e os comentários de Baptista Junior recuperam o debate sobre a trama golpista no contexto da eleição presidencial deste ano, na qual o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disputa a Presidência da República porque o pai está preso exatamente por tentativa de golpe de Estado.
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