“Espírito de Natal vai iluminar o ridículo que é passar pano para Moraes/Toffoli?”
Senador voltou a criticar ministros do Supremo Tribunal Federal ao comentar desdobramentos do caso Banco Master
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE, foto) voltou a criticar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão dos desdobramentos do caso Banco Master.
O parlamentar escreveu a seguinte mensagem em suas redes sociais nesta quinta-feira, 25:
“O espírito de Natal vai iluminar o ridículo que é passar pano para a dupla Moraes/Toffoli no caso Master ou vamos continuar com os ataques coordenados a jornalistas e políticos que estão tentando esclarecer os fatos? A defesa da democracia virou desculpa para qualquer canalhice.”
Na segunda-feira, 22, como mostramos, Vieira prometeu uma investigação sobre a relação entre a família do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o Banco Master.
O parlamentar se manifestou sobre o tema, ao compartilhar a notícia publicada pela coluna de Malu Gaspar, no jornal O Globo, de que Moraes teria procurado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes para interceder pelo Banco Master.
“Após o recesso vou coletar as assinaturas para investigação de notícias sobre um contrato entre o banco Master e o escritório da família do ministro Moraes, de 129 milhões de reais, fora do padrão da advocacia, além desta notícia de atuação direta do ministro em favor do banco”, escreveu o senador no X.
Os resmungos anônimos do STF
Ministros do Supremo têm resmungado sobre reportagens que dizem que Alexandre de Moraes pressionou o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, em favor do Banco Master. A informação é do Estadão.
De acordo com matéria publicada nesta quinta-feira, 25, “em conversas reservadas, magistrados atribuíram o crescimento do assunto à oposição contra Moraes, disseram que a Corte tem apanhado de graça e classificaram o caso como ‘tempestade em copo d’água’.”
O jornal acrescenta que integrantes do Supremo também saíram em defesa do ministro Dias Toffoli, relator na Corte de processos envolvendo o caso Banco Master. No início de dezembro, o jornal O Globo noticiou que o ministro do STF viajou a Lima no jatinho privado do empresário Luiz Oswaldo Pastore dias antes de impor sigilo máximo e assumir o controle total do processo que envolve Daniel Vorcaro e diretores do Banco Master no Supremo Tribunal Federal.
O magistrado foi ao Peru para acompanhar a final da Libertadores, disputada entre Flamengo e Palmeiras. No mesmo voo estavam Pastore e o advogado Augusto Arruda Botelho, ex-secretário nacional de Justiça do governo Lula.
A presença de Arruda Botelho chamou atenção porque foi justamente um recurso apresentado por ele, em defesa de Luiz Antonio Bull, diretor de Compliance do Banco Master, que levou Toffoli a liberar acesso a todas as provas já produzidas pela Polícia Federal e consideradas de interesse de seu cliente.
Os argumentos
De acordo com o Estadão, ao saírem em defesa de Moraes e Toffoli, integrantes do STF têm dito que o presidente do Banco Central e ministros do Supremo Tribunal Federal não são “pressionáveis”.
“Ministros alegam que, se fossem ceder a pressões, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não teria sido condenado na trama golpista do 8 de Janeiro”, acrescenta a reportagem publicada pelo jornal nesta quinta-feira, 25.
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