Escolta armada para hospital foi feita para humilhar Bolsonaro, diz Carluxo
Vereador critica esquema de segurança que acompanhou ex-presidente neste domingo até Hospital DF Star, em Brasília
O vereador Carlos Bolsonaro (PL) criticou o forte esquema de segurança que acompanhou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) neste domingo, 14 até o Hospital DF Star, em Brasília.
“Estou com meu pai e presencio a continuidade do maior circo armado da história do Brasil”, escreveu Carlos no X.
Segundo o vereador, o comboio policial tinha caráter ostensivo e visava “promover a humilhação” de Bolsonaro.
“Um comboio com mais de 20 homens armados de fuzis ostensivamente, acompanhados de mais de 10 batedores, reduzindo a velocidade bem abaixo da permitida na via, apenas para promover a humilhação de um homem honesto”, disse.
Já dentro do hospital, Carlos relatou que policiais armados vigiaram o ex-presidente “como se um senhor de 70 anos pudesse fugir por uma janela, assim como fazem em sua prisão domiciliar”.
Ele acrescentou: “Fica claro: o objetivo é fragilizá-lo, expô-lo e ofendê-lo, em nome da tal ‘missão dada, missão cumprida’ – até mesmo durante uma cirurgia! Isso é método de abate!”.
Carlos também afirmou que “no fundo, o que não conseguiram em 2018, tentam agora, a qualquer custo, concluir” e disse estar indignado com a situação: “Querem matar Jair Bolsonaro de um jeito ou de outro!”.
Esquema de segurança e procedimentos médicos
A ida ao hospital contou com escolta policial, varredura na porta da unidade e revista de mochilas de apoiadores.
Bolsonaro saiu do condomínio onde mora, em Brasília, acompanhado de ao menos oito viaturas policiais descaracterizadas e um helicóptero que seguiu todo o trajeto.
O ex-presidente chegou ao hospital às 8h, quando ruas de acesso estavam parcialmente bloqueadas e veículos suspeitos eram vistoriados.
O cerco de segurança ocupava todo o quarteirão, com pelo menos 50 policiais envolvidos. Este foi o primeiro deslocamento de Bolsonaro após sua condenação a 27 anos e três meses de prisão pela Primeira Turma do STF.
Por estar em prisão domiciliar, Bolsonaro precisou de autorização do ministro Alexandre de Moraes para a ida ao hospital.
O procedimento médico incluía a remoção de duas lesões na pele: uma pinta benigna no tronco e outra ainda desconhecida, que será enviada à biópsia.
O ex-presidente também passou por exames. Segundo o boletim médico, Bolsonaro apresenta quadro de anemia por deficiência de ferro e a tomografia de tórax mostrou imagem residual de pneumonia recente por broncoaspiração.
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Comentários (1)
Fabio B
15.09.2025 08:14Por que tanto mimimi? Vão chorar até quando? Podiam variar a estratégia e tentar mostrar forçar e resiliência ao invés de se vangloriar da própria covardia e impotência.