Embaixador em Roma nega ter autorizado Porchat a gravar vídeo
Renato Mosca afirmou que humorista é seu convidado para o Natal, mas destacou que não foi informado sobre vídeo
O embaixador brasileiro em Roma, Renato Mosca de Souza, se pronunciou nesta terça-feira, 23, a respeito da polêmica envolvendo a gravação de Fábio Porchat (foto) na Itália sobre o caso Havaianas.
Em comunicado, Renato Mosca, que foi chefe de cerimonial da ex-presidente Dilma Rousseff, afirmou que Fábio Porchat era seu convidado, mas que a iniciativa de gravar o vídeo na sede da embaixada foi feita “sem seu conhecimento e autorização”.
“O Embaixador do Brasil em Roma esclarece que Fabio Porchat é seu convidado pessoal para a celebração da noite de Natal. Durante sua estada na residência, o artista gravou e publicou vídeo sem seu conhecimento e autorização. A estada do hóspede não implicou gastos públicos, já que as despesas de convidados pessoais do embaixador são custeadas pelo próprio chefe da Missão Diplomática”, diz a nota.
Os detalhes da gravação
A gravação com Fábio Porchat foi feita para o canal Porta dos Fundos, em meio à polêmica da propaganda com Fernanda Torres sobre começar o ano com “os dois pés”, e não com o tradicional “pé direito”. A mensagem foi interpretada por alguns como uma referência política velada, o que desencadeou reações e tentativas de boicote à marca.
No vídeo, Porchat interpreta um especialista em gestão de crise, com trajes de banho, em uma conversa fictícia por telefone com Fernanda Torres. Em tom irônico, o humorista fala para a atriz fazer acenos para a direita.
“A gente tem que te trocar de bilionário, trocar você dos Moreira Salles e jogar para o Elon Musk”, diz Porchat na gravação.
Oposição reage
O senador Rogério Marinho (PL-RN) prometeu tomar providências após o fato sobre a gravação vir à tona. O parlamentar escreveu a seguinte mensagem no X nesta terça-feira, 23:
“Quando estrutura diplomática vira cenário para humor político, o problema não é opinião, é uso indevido do Estado. Instalações governamentais não servem para militância, nem para proteger aliados. Vamos pedir à Chancelaria brasileira esclarecimento formal e apuração de responsabilidade.“
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