Em MG, Cleitinho lidera; PT tenta surpreender
Quarta opção do PT e de Lula em Minas, o deputado federal Patrus Ananias foi crescendo nas pesquisas ao longo da campanha eleitoral
Depois de uma série de idas e vindas para lançar a sua candidatura, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) chega ao primeiro turno liderando a corrida ao governo de Minas Gerais.
Na AtlasIntel, ele subiu de 39,3% para 41,8% das intenções de voto entre 20 e 27 de setembro.
Considerando apenas os votos válidos, Cleitinho Azevedo tem 43,3%.
Na pesquisa Realtime Big Data, divulgada na segunda-feira, 28, Cleitinho avançou três pontos percentuais entre 21 e 28 de setembro. Em alta desde o início do mês, o republicano subiu de 35% para 38% nas intenções de voto.
No Datafolha, divulgado na quinta, 1º, o republicano anotou 40% dos votos, mesmo percentual de 24 de setembro. Considerando os votos válidos, ele chegou a 49%.
Patrus Ananinas
Quarta opção do PT e de Lula para disputar o governo de Minas Gerais, o deputado federal Patrus Ananias foi crescendo nas pesquisas ao longo da campanha eleitoral.
Em levantamento divulgado pela Quaest em 28 de julho, o petista não passou de 13% das intenções de voto.
Às vésperas do primeiro turno, ele aparecia como o principal desafiante de Cleitinho.
Nas AtlasIntel, Ananias marcou 33,6% em 29 de setembro.
Na Realtime, ele chegou a 20%.
No Datafolha, Patrus Ananias anotou 16% dos votos totais e 20% dos votos válidos.
Voto útil
Nos últimos dias do primeiro turno, Cleitinho fez um apelo pelo voto útil.
“Vou matar isso agora no primeiro turno, para mostrar que dá para fazer uma campanha limpa, honesta, e vai ser a campanha mais barata do Brasil. Então agora é voto útil”, afirmou.
A novela Cleitinho
Cleitinho Azevedo anunciou, em 3 de agosto, que desistiu de disputar o governo de Minas Gerais.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ao lado do presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, e do presidente do partido em Minas, Euclydes Pettersen, Cleitinho afirmou que não tinha condições emocionais de enfrentar a campanha após a morte do irmão, ocorrida em 18 de julho.
“Não adianta entrar na campanha agora do jeito que eu tô. Não adianta eu querer cuidar de vocês se não tô cuidando de mim, cuidando da minha família.”
Emocionado, o senador também pediu desculpas ao partido e disse que preferia interromper o projeto eleitoral para cuidar da família.
Um dia depois, Cleitinho Azevedo voltou a pedir para concorrer ao governo de Minas Gerais.
“Quem nunca foi e voltou? Quem nunca teve equívoco? Quem nunca errou? Então eu peço aqui, humildemente, que o presidente possa me dar essa vaga, porque eu não vou decepcionar o povo mineiro”, disse o senador mineiro, durante a convenção nacional do Republicanos.
Cleitinho pediu ao partido que reconsiderasse a decisão, mas teve o pedido inicialmente rejeitado por Marcos Pereira.
O partido chegou a escolher o ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão como alternativa para a disputa. Falcão, porém, aliado de Cleitinho, passou a defender o retorno do senador à cabeça da chapa.
O Republicanos recuou e decidiu lançar Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais em 7 de agosto.
Segundo o Republicanos, a mudança ocorreu após Cleitinho reconhecer “equívocos cometidos” durante o processo de definição da candidatura e apresentar desculpas à direção nacional e estadual do partido, à população mineira e às forças políticas envolvidas.
Ainda de acordo com a legenda, o senador se comprometeu a disputar a eleição sem utilizar recursos do Fundo Eleitoral do partido.
A candidatura de Cleitinho foi finalmente registrada em 14 de agosto.
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