Cleitinho não usará fundo eleitoral na campanha, diz Republicanos
Segundo a legenda, senador reconheceu “equívocos” e pediu desculpas durante processo para disputar o governo de Minas
O Republicanos, como mostramos, recuou e decidiu lançar o senador Cleitinho Azevedo (foto) ao governo de Minas Gerais. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira, 7, após o parlamentar se reunir com o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, em São Paulo.
Segundo o Republicanos, a mudança ocorreu após Cleitinho reconhecer “equívocos cometidos” durante o processo de definição da candidatura e apresentar desculpas à direção nacional e estadual do partido, à população mineira e às forças políticas envolvidas.
Ainda de acordo com a legenda, o senador se comprometeu a disputar a eleição sem utilizar recursos do Fundo Eleitoral do partido.
Em nota, o Republicanos afirmou que pesaram ainda o desempenho de Cleitinho nas pesquisas e a pressão de diferentes setores da política mineira pela manutenção de uma candidatura própria.
O partido disse que o senador agora assume “a responsabilidade de honrar os compromissos firmados com o partido, seus candidatos, seus aliados e, principalmente, com o povo mineiro”.
Reviravolta na candidatura
A decisão encerra uma sequência de idas e vindas. Cleitinho havia anunciado que não disputaria o governo, mas depois voltou a sinalizar que aceitaria a candidatura.
Na convenção nacional do Republicanos, chegou a interromper o evento para pedir que seu nome fosse considerado, mas teve o pedido inicialmente rejeitado por Marcos Pereira.
O partido chegou a escolher o ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão como alternativa para a disputa. Falcão, porém, é aliado de Cleitinho e passou a defender o retorno do senador à cabeça da chapa. Agora, ele deverá ser o candidato a vice-governador.
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Líder nas pesquisas
A resistência do Republicanos ocorria apesar da vantagem de Cleitinho nas pesquisas.
Levantamento Genial/Quaest divulgado em 28 de julho apontou o senador com 35% das intenções de voto no cenário mais amplo de primeiro turno, 23 pontos à frente de Alexandre Kalil (PDT), que tinha 12%.
Segundo a legenda, os candidatos do partido em Minas também defenderam uma candidatura própria e competitiva ao governo para fortalecer as chapas proporcionais.
Marcos Pereira afirmou à imprensa que a mudança levou em conta a “ajuda que ele dá para eleger bancada” e “o aprendizado dele em respeitar o processo partidário”.
Ao final da nota, o Republicanos afirmou que “a decisão está tomada (….) . O episódio está encerrado. O momento agora é de olhar para frente e trabalhar por Minas Gerais”. O prazo para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral termina em 15 de agosto.
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Comentários (1)
Aldo
11.08.2026 18:48Já, já desiste novamente.