Em meio à crise, STF abre licitação para patrulhar redes sociais

28.09.2026

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Em meio à crise, STF abre licitação para patrulhar redes sociais
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Wilson Lima
4 minutos de leitura 24.04.2026 11:18 comentários
Brasil

Em meio à crise, STF abre licitação para patrulhar redes sociais

Edital prevê acompanhamento 24 horas por dia de menções ao tribunal e seus ministros, com envio de alertas em tempo real e relatórios analíticos

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Wilson Lima
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Em meio à crise, STF abre licitação para patrulhar redes sociais
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu licitação para contratar uma empresa especializada no monitoramento e análise de sua presença digital e dos integrantes da Corte nas redes sociais, com valor máximo estimado em 249,9 mil reais.

A sessão pública do pregão eletrônico está marcada para 11 de maio de 2026, às 14h.

O serviço prevê acompanhamento contínuo, e em tempo real, das menções ao tribunal e a seus integrantes em plataformas como X (ex-Twitter), Instagram, YouTube, Facebook e TikTok. A empresa contratada deverá coletar e analisar dados em grande escala, com uso de ferramentas profissionais de monitoramento e geração de relatórios.

A contratação será feita pelo critério de menor preço, em regime de empreitada global, com duração inicial de 12 meses. O objetivo, segundo o STF, é subsidiar ações de comunicação institucional e apoiar a gestão de crises, diante da ampla visibilidade pública e do volume crescente de interações nas redes sociais envolvendo a Corte (veja documento em anexo).

O lançamento do certame ocorre em meio a uma série de questionamentos sobre a credibilidade do Tribunal e diante das discussões sobre um código de conduta aos magistrados. Nesta semana, o decano da Corte, Gilmar Mendes (foto), tentou defender o Tribunal, mas agravou ainda mais a crise. Ele defendeu a prorrogação do inquérito das fake news e citou a homossexualidade como possível ‘acusação injuriosa’ contra o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema.

A fala teve caráter homofóbico e o ministro foi obrigado a se retratar publicamente.

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De acordo com o edital de licitação, o contrato inclui a entrega de alertas sobre conteúdos com potencial de repercussão, enviados por aplicativos de mensagem, além de relatórios diários e mensais com análises quantitativas e qualitativas. Também estão previstos boletins eventuais em situações de maior impacto, com prazo máximo de 24 horas para entrega.

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O STF exige que a empresa tenha capacidade de lidar com alto volume de dados — estimado em até 500 mil menções por dia — e que ofereça recursos como classificação automática de sentimento (positivo, negativo ou neutro), identificação de tendências e mapeamento de influenciadores digitais.

O edital também prevê a disponibilização de painéis (dashboards) com atualização recorrente e acesso direto para consulta pela equipe do tribunal. A estrutura mínima sugerida inclui quatro profissionais dedicados ao serviço, para garantir o monitoramento ininterrupto.

Nota do STF

“A Secretaria de Comunicação esclarece que o procedimento mencionado refere-se à contratação de serviço especializado de clipagem e consolidação de conteúdos públicos veiculados em redes sociais sobre o Supremo Tribunal Federal, nos mesmos moldes do clipping já realizado diariamente com matérias jornalísticas publicadas em veículos de imprensa e portais de notícias.

Trata-se de prática amplamente adotada por órgãos da administração pública e por instituições de diferentes setores.

O objetivo é reunir e sistematizar conteúdos de acesso público, permitindo à área de comunicação compreender demandas informacionais e orientar ações voltadas à transparência e ao esclarecimento de temas relevantes.

A iniciativa está alinhada às boas práticas de comunicação pública e ao compromisso institucional de ampliar o diálogo com a sociedade por meio de informações qualificadas, acessíveis e contextualizadas.”

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Wilson Lima

Wilson Lima é jornalista formado pela Universidade Federal do Maranhão. Trabalhou em veículos como Agência Estado, Portal iG, Congresso em Foco, Gazeta do Povo e IstoÉ. Acompanha o poder em Brasília desde 2012, tendo participado das coberturas do julgamento do mensalão, da operação Lava Jato e do impeachment de Dilma Rousseff. Em 2019, revelou a compra de lagostas por ministros do STF.

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Comentários (2)

Eduardo

24.04.2026 14:16

Me lembra a época de implantação do AI 5, vão avançando e procurando pretextos


Liana Palacios

24.04.2026 11:34

Pronto começou a censura e a perseguição. Vamos todos parar no inquérito da Fake news! Hahahahaha esse vaso ja trocou Gilmar... não volta mais.


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