Eduardo Riedel se filia ao PP, e PSDB perde seu último governador
Filiação ocorreu no mesmo dia em que será realizado o evento de instalação da federação partidária União Progressista
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, se filiou nesta terça-feira, 19, ao Progressistas (PP). Riedel era o único governador filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), após a saída de Raquel Lyra e Eduardo Leite para o PSD. Agora, não há nenhum tucano comandando um Executivo estadual no Brasil.
A filiação de Riedel ao PP ocorreu no mesmo dia em que a sigla fez uma convenção nacional em Brasília e será realizado, no período da tarde, também na capital federal, o evento de instalação da federação partidária União Progressista (UPb) – formada pelo PP e o União Brasil.
Riedel chegou a ir à convenção do Progressistas. No evento, o presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira (PI), se referiu a ele como “grande governador” e afirmou que o ex-tucano é “um governador muito importante, um dos maiores gestores do nosso país“.
Ainda de acordo com Ciro Nogueira, a líder do PP no Senado, Tereza Cristina (MS), foi “a grande responsável” pela filiação de Riedel.
Além disso, disse que, na quinta-feira, 21, a senadora Margareth Buzetti (sem partido-MT), vai se filiar ao PP também. Ela foi outro dos presentes na convenção nacional. “A sua chegada, senadora, vai fazer da federação o maior bloco partidário do Senado. Seja muito bem-vinda”, pontuou Nogueira.
E o PSDB?
Em junho, o PSDB desistiu de continuar com o processo de fusão com o Podemos. A decisão ocorreu uma semana após o diretório nacional da sigla ter aprovado a possibilidade de união.
“A ideia de uma fusão ou incorporação entre PSDB e Podemos neste momento está suspensa por conta de divergências relacionadas ao comando da nova legenda. Por outro lado, seguimos insistindo na ideia de construir uma plataforma política que agrupe o Centro Democrático e apresente ao país uma alternativa de poder”, afirmou o presidente nacional do PSDB, Marconi Perillo, naquele mês.
Pesou na decisão do PSDB a falta de acordo sobre o tempo de mandato da cúpula partidária. Pela proposta do Podemos, haveria uma alternância de poder entre integrantes das duas siglas a cada quatro anos. Os tucanos tinham outra proposta: na transição, haver a troca de comando a cada seis meses; depois disso, a alteração seria anual.
A fusão era uma tentativa do PSDB de sobreviver, visto que vem se enfraquecendo, e do Podemos de se fortalecer.
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Comentários (2)
Fabio B
19.08.2025 13:53O PSDB deixou de ser partido desde que Aécio ganhou protagonismo. Hoje, não passa de uma legenda do Centrão. Deve se juntar alguma outra legenda para sugar fundão e passar da cláusula de barreira, mas partido não é mais.
Clayton De Souza pontes
19.08.2025 13:34O PSDB, depois de aliviar pro Aécio, segue firme rumo à insignificância