“É preciso respeitar o resultado das urnas”, diz João Doria
Ex-governador, que apoiou Flávio no segundo turno, pede paz e diz que país dividido não alcança desenvolvimento econômico e social
O ex-governador de São Paulo João Doria afirmou nesta segunda-feira, 26, que é preciso respeitar o resultado das urnas após a vitória de Lula (PT) no segundo turno.
Apesar de dizer receber o resultado “com tristeza”, ele reconheceu a vitória do petista e disse torcer para que o presidente reeleito tenha “grandeza para governar para todos os brasileiros”. Doria apoio o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial.
O empresário se manifestou sobre o resultado do pleito por meio de publicação no X.
“É preciso respeitar o resultado das urnas. Mesmo com tristeza, é necessário reconhecer a vitória de Lula e torcer para que ele não faça um governo de ódio e ressentimento, mas tenha grandeza para governar para todos os brasileiros”, escreveu.
“O que o Brasil mais precisa, além de um bom governo, é de paz. Um país dividido não progride, não encontra seu caminho, nem alcança o desenvolvimento econômico e social. Não podemos abandonar a democracia e seus valores. Esta foi a mais acirrada das eleições presidenciais da história. Que sirva de lição para todos nós”.
Lula recebeu 51,79% dos votos válidos no segundo turno (64.256.232), contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (59.826.041).
A disputa foi marcada por forte polarização e terminou sob tensão após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) alterar o horário de votação no dia do pleito.
A vitória do petista representa uma virada em relação ao primeiro turno. Em 4 de outubro, Flávio terminou na liderança, com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula recebeu 45,16%. A diferença entre os dois foi de 1,87 ponto percentual.
Lula chega, assim, ao quarto mandato presidencial. Ele foi eleito pela primeira vez em 2002, reelegeu-se em 2006, voltou ao Planalto em 2023 e, agora, conquista mais quatro anos no cargo.
A campanha do segundo turno foi marcada menos pela apresentação de programas de governo e mais pela tentativa dos dois lados de elevar a rejeição ao adversário. Lula e Flávio trocaram acusações sobre corrupção, segurança pública, economia e suas respectivas trajetórias políticas.
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