Disputa pela Comissão de Minas e Energia segue e deputados fazem nova reunião
O Partido Liberal (PL), do ex-presidente Jair Bolsonaro, e o Partido Social Democrático (PSD) querem o comando do colegiado
Os líderes da Câmara dos Deputados esperam chegar a um acordo sobre as presidências das comissões permanentes da Casa na noite desta terça-feira, 18. Uma nova reunião para tratar do tema está sendo realizada na residência oficial da presidência da Câmara, em Brasília, após não terem sucesso em encerrar todas as disputas entre os partidos num encontro no período da tarde.
O Antagonista apurou que a principal disputa que permanece diz respeito à presidência da Comissão de Minas e Energia: o Partido Liberal, sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, e o PSD, do ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro Gilberto Kassab, querem o comando do colegiado. Na reunião da tarde, o PL reforçou que, por ter a maior bancada na Câmara, com 92 deputados, escolhe com prioridade as comissões que quer presidir, mas o PSD defendeu que deveria prevalecer um acordo. A sigla de Kassab teve o comando da Comissão de Minas e Energia em 2023, com Júnior Ferrari (PA).
A Câmara possui 30 comissões permanentes. Elas consistem em órgãos temáticos formados pelos deputados para debater e votar as propostas legislativas relacionadas a seus temas. A composição parlamentar delas é renovada a cada ano. O interesse por presidi-las envolve o ganho de protagonismo pelas siglas.
Se as disputas se encerrarem na noite desta terça e for definido com qual presidência cada partido ficará, os colegiados deverão ser instalados nesta quarta-feira, 19. O PL deve ficar com o comando da Comissão de Relações Exteriores, e o PT, que tem a segunda maior bancada da Casa, deve ficar com o das comissões de Fiscalização e Controle, Finanças e Tributação, Direitos Humanos e Cultura. Não há outra sigla brigando por estas.
Já o União Brasil, que tem a terceira maior bancada, deve ficar com a presidência da Comissão Mista de Orçamento (CMO) e da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), duas das principais. Além disso, a sigla pode obter o controle do colegiado de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional; há uma discussão em curso sobre se vai para o União ou para o Partido Democrático Trabalhista (PDT). O PDT ficará com o comando de um colegiado; se não for o de Integração Nacional, deverá ser o de Trabalho.
O clima da reunião de líderes realizada à tarde foi “tenso”, segundo um dos participantes ouvidos pela reportagem.
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