Dino suspende quebra de sigilo de empresária amiga de Lulinha pela CPMI do INSS
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito aprovou na semana passada a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Roberta Moreira Luchsinger
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu nesta quarta-feira, 4, a quebra dos sigilos bancário e fiscal da empresária Roberta Moreira Luchsinger e de empresa da qual é sócia pela CPMI do INSS, do Congresso. Luchsinger é amiga do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).
A CPMI aprovou na semana passada as medidas em relação à empresária, assim como a elaboração de Relatório de Inteligência Fiscal (RIF) em relação a ela, na mesma votação em que aprovou o pedido de quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha. Os requerimentos foram votados em globo (em conjunto).
Luchsinger, então, protocolou um mandado de segurança com pedido de concessão de medida liminar contra a aprovação da quebra dos seus sigilos e da elaboração do RIF.
A empresária alegou que a decisão sobre as medidas foi tomada sem observar as regras legais e constitucionais que exigem fundamentação prévia, concreta e individualizada para a adoção de medidas invasivas.
Ela pediu ao Supremo a concessão de medida liminar para sustar os efeitos da aprovação das medidas pela CPMI ou, subsidiariamente, se já tivessem sido encaminhadas informações ao colegiado, que fosse determinado seu imediato sobrestamento e preservação sob sigilo pela Presidência do Senado Federal.
“Tenho ciência de que o artigo 300 do Regimento Interno do Senado contém a previsão de deliberação ’em globo’ quanto à votação dos projetos de lei. Contudo, tal dispositivo não guarda pertinência com a votação de requerimentos de natureza investigativa sobre quebra de garantias constitucionais, derivados de poderes e deveres próprios das autoridades judiciais”, afirma Dino, em sua decisão.
“Não se cuida de uma controvérsia regimental, e sim constitucional, não sendo cabível o afastamento de direitos constitucionais ‘no atacado’, com votação ’em globo’, sem análise fundamentada de cada caso, regular debate e deliberação motivada. Portanto, tenho por presente a plausibilidade do direito invocado pela impetrante”.
Da mesma forma, diz o ministro, “mostra-se presente o perigo de dano ao direito à intimidade da impetrante se quebrado o sigilo bancário e fiscal sem a devida fundamentação da autoridade competente”. “Neste ponto, vejo pertinente suspender o ato até que a CMPI – se entender cabível – proceda à nova deliberação conforme acima enunciado”.
O magistrado concede em parte a medida liminar para suspender os efeitos da aprovação das medidas contra Luchsinger pela CPMI e determina o sobrestamento e preservação sob sigilo pela Presidência do Senado de informações já encaminhadas.
“Não há obstáculo a eventual novo procedimento no âmbito da CPMI, desta feita com análise, debate, motivação e deliberação de modo fundamentado e individualizado. A adoção desses passos e ritos deve ser devidamente registrada em ata, como atendimento do dever constitucional de motivação”, acrescenta.
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito investiga o esquema de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (4)
Angelo Sanchez
04.03.2026 22:28A CPI do crime organizado tem muito poder. A máfia tem uma estrutura muito competente, que atinge toda a estrutura governamental, começa com o poder Judiciário.
Angelo Sanchez
04.03.2026 22:23Corrupto defende corrupto , e Dino faz o possível para defender a organização criminosa.
Maglu Oliveira
04.03.2026 15:36Queria saber empresária de quê que essa Luchsinser é. Nunca trabalhou, inventou essa lenda de falsa herdeira do banqueiro suíço - https://jornalggn.com.br/cultura/o-caso-da-falsa-herdeira-do-banqueiro-suico-por-luis-nassif/ - deu calote em várias butiques e lojas de móveis chiques de SP acumulando processos no jusbrasil, devia mais de 300.000,00 de condomínio, mesmo assim prometeu 500.000,00 pro Lula que ela nunca deu. Ficou famosa por denunciar Moro quando ele quis se candidatar por SP (deve ter sido orientada por Lula) na esperança de ser ajudada por Lula a se eleger vereadora e depois deputada federal. Pelo menos essa burrada Lula não fez, ela seria mais útil em outras sujeiras, como a de agora. Tem filhas ninguém sabe de quem, foi casada com Protógenes Queiroz - aqueeeele!!! - e foi ficante do Zeca Dirceu. Enfim, a "empresária" (alguém descobriu do quê? Sócia do Lulinha no $ do INSS?) é uma impostora igual às que aparecem em filmes O pai foi enterrado como indigente pela prefeitura de Miraí/MG, cidade onde ela nasceu. Perto dela tenho sangue azul e pertentenço a uma das casas mais nobres da Europa. Hoje basta querer e declarar que isso é verdade. Brasil, circo mambembe!!!
Claudemir Silvestre
04.03.2026 13:28Esses ministros do STF sequer disfarçam a proteção ao AMIGO LULA !! São estas pessoas que defendem uma tal de “ Estado Democrático de Direito “ !!!