Dino nega “crise terminal” no Judiciário e defende reforma
Em publicação pelo Dia do Advogado, ministro afirmou que críticas ao Judiciário são motivadas por interesses ideológicos e político-eleitorais
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino afirmou nesta terça-feira, 11, que o Judiciário não enfrenta uma crise “terminal e apocalíptica”, mas defendeu uma reforma para aperfeiçoar o sistema de Justiça.
A afirmação foi feita em uma postagem nas redes sociais em homenagem ao Dia do Advogado, celebrado nacionalmente nesta terça.
“Claro que há pontos negativos em tais instituições, porém é falso que existe uma ‘crise’ terminal e apocalíptica no mundo do direito, mormente no Judiciário”, afirmou.
“Essa é uma pregação fruto, no mais das vezes, de objetivos ideológicos, oportunismos político-eleitorais e interesses econômico-financeiros. Ou, na melhor das hipóteses, esse discurso deriva de deletérios vieses de confirmação, que recortam, fraudam e moldam a realidade para ‘caber’ em estranhas hipóteses preconcebidas”, prosseguiu.
Para Dino, as pautas prioritárias para aprimorar o Judiciário seriam:
- morosidade nos processos;
- punição aos profissionais corruptos;
- uso e abuso da inteligência artificial;
- precatórios fabricados e utilizados para a perpetração de crimes;
- manutenção de “fundos” por profissionais do Direito para lavagem de dinheiro próprio ou de terceiros; e
- compra e venda de decisões judiciais.
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