“Descobri que um vereador tem mais poder que senador”, diz Janaina
Vereador criticou articulação da base governista na CPI do Crime Organizado para rejeitar parecer
A vereadora de São Paulo Janaina Paschoal (PP) afirmou nesta terça-feira, 14, que um “vereador jamais teria sido retirado” no dia da votação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito.
A postagem faz referência à manobra da base governista que alterou a composição da comissão antes da deliberação.
“Hoje, descobri que um Vereador tem mais poder que um Senador. Jamais um Vereador seria retirado de uma CPI no dia da votação das conclusões de uma CPI! Só tem legitimidade para votar um Relatório Final quem participou da Investigação!”
Segundo Janaina, a população “precisa cobrar as lideranças partidárias pelo que ocorreu no Senado hoje.”
Com a mudança na composição, o relatório que pedia o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), além do procurador-geral Paulo Gonet, foi rejeitado por 6 votos a 4.
Manobra
Na tarde desta terça, 14, a base do governo Lula (PT) no Senado articulou uma alteração na composição da CPI.
Parlamentares que tendiam votar a favor do documento foram substituídos por outros que votarão contra.
Com a articulação da base governista, saíram da CPI Sergio Moro (PL-PR) e Marcos do Val (Avante-ES). No lugar, também como membros titulares, entraram Beto Faro (PT-PA) e Teresa Leitão (PT-PE).
Além disso, Soraya Thronicke (PSD-GO) substituiu Jorge Kajuru (PSD-GO) como titular, e Camilo Santana (PT-CE) entrou no lugar de Randolfe Rodrigues (PT-AP) na suplência.
Os ministros do STF
No caso de Toffoli, o documento citava julgamentos em situação de suspeição, decisões e comportamentos que, segundo o relator, indicam conflito de interesses e interferência em investigações.
Já Moraes foi apontado por atuar em processos nos quais haveria impedimento, diante de relações financeiras envolvendo o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, sócia do escritório Barci de Moraes, com o Banco Master.
Ele também é acusado de atuar para restringir o alcance das apurações da CPI. Ao decano Gilmar Mendes, o relatório atribuiu conduta incompatível com o decoro ao anular medidas investigativas e determinar a inutilização de dados relevantes, comprometendo as investigações realizadas pela comissão.
Em relação ao procurador-geral da República, o documento sustenta que houve omissão diante de indícios considerados robustos contra autoridades. Para Vieira, houve falha no cumprimento das atribuições institucionais do PGR.
A CPI do Crime Organizado investigou a atuação, a expansão e o funcionamento de organizações criminosas no país.
Nas últimas semanas, ela vinha buscando avançar na apuração das fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. O prazo de funcionamento do colegiado era até esta terça, 14.
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Comentários (7)
Emerson Hochsteiner de Vasconcelos
15.04.2026 12:39Mas uma face que prova que CPI não serve para nada...se podem manipular a votação do resultado, não tem sentido gastar o que se gasta.
Alcimar Costa
15.04.2026 10:42Por R$ 0,20 paramos o Brasil. Por mais de 129 milhões ninguém se mexe, falam 6 palavras e se calam. Só falta pedir desculpas ao STF. Lamentável.
Marian
15.04.2026 10:14Que ilusão.
Só volto a ter esperança quando o pinguço sair de vez do poder. E vai sair. Já está com medo de perder!
Caetano da Rocha Braga
15.04.2026 08:00Outubro está chegando !!!!
tclsãopaulo
15.04.2026 00:06Pra que mudar se falam que não tem nada errado?
Annie
14.04.2026 23:27Tem que ter o dedo do PT.