Deputado quer convocar ministro de Lula para explicar supostas relações com Vorcaro
Carlos Jordy (PL-RJ) cita uma suposta relação entre Alexandre Padilha, hoje na Saúde, com o ex-controlador do Banco Master
O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) apresentou requerimento para convocar o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a prestar esclarecimentos no plenário da Câmara sobre sua suposta participação em articulações envolvendo fundos de pensão de empresas estatais e o Banco Master.
O requerimento, apresentado nesta quinta-feira, 15, cita notícias sobre uma possível atuação de Padilha, quando ocupava o cargo de ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, em tratativas destinadas a viabilizar a captação de recursos de entidades de previdência complementar patrocinadas por estatais em favor do banco.
Jordy afirma que pretende obter esclarecimentos sobre eventuais tratativas com dirigentes dos fundos, a participação de intermediários privados e o uso de canais institucionais do Executivo nas negociações.
Petros, Postalis na mira de Vorcaro
Na justificativa, o deputado menciona reportagens da revista Veja segundo as quais Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, teria relatado a existência de negociações para viabilizar a captação de recursos de fundos como Petros e Postalis, com a atuação de intermediários que teriam vínculos com integrantes do governo federal. Padilha negou qualquer relação com o Master.
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O documento também menciona notícias sobre a possibilidade de movimentação de valores bilionários e supostos pagamentos indevidos relacionados às operações. Jordy ressalva, porém, que as informações ainda precisam ser apuradas.
O requerimento afirma ainda que reportagens noticiaram encontros entre Padilha e representantes do Banco Master, inclusive durante o período em que o atual ministro da Saúde comandava a Secretaria de Relações Institucionais. Para Jordy, a Câmara deve esclarecer a natureza e a finalidade dessas interlocuções.
Segundo o deputado, o caso ultrapassa uma eventual disputa entre particulares porque envolve dúvidas sobre a atuação de agentes públicos e sobre a observância dos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade na administração federal.
“A gravidade institucional do episódio decorre da possibilidade de que estruturas, relações ou prerrogativas próprias de cargos do Poder Executivo tenham sido utilizadas para favorecer interesses financeiros particulares e operações envolvendo entidades previdenciárias patrocinadas por empresas estatais federais”, declarou o parlamentar.
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