Deputado aciona PGR e TCU para investigar vínculos de Moraes com caso Master
Bibo Nunes diz que fatos divulgados exigem apuração por parte dos órgãos, para esclarecer eventual conflito de interesse
O deputado federal Bibo Nunes (PL-RS) protocolou nesta terça-feira, 10, representações pedindo a apuração de fatos divulgados pela imprensa sobre possíveis relações institucionais entre agentes do sistema financeiro e autoridades públicas no contexto das investigações envolvendo o Banco Master.
As representações foram protocoladas na Procuradoria-Geral da República (PGR) e no Tribunal de Contas da União (TCU).
O parlamentar ressalta que reportagens citam interações entre Daniel Vorcaro, dono do Master, e autoridades públicas, incluindo menções aos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), além de contratos firmados entre o Master e o escritório da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes. Um dos contratos chegou a prever valores que poderiam alcançar 129 milhões de reais.
Segundo Bibo, os fatos divulgados exigem apuração rigorosa e transparente por parte dos órgãos de controle, para esclarecer eventuais conflitos de interesse e preservar a confiança nas instituições.
O deputado afirma que cabe à PGR e ao TCU avaliar se houve irregularidades ou possíveis violações aos princípios da administração pública.
Ele salienta ainda que as representações visam garantir que todas as informações sejam devidamente investigadas, assegurando transparência e responsabilidade.
CPI contra Toffoli e Moraes
Na segunda-feira, 9, o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) protocolou o requerimento de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a conduta de Toffoli e Moraes no caso do Banco Master.
Conforme o requerimento de criação, a CPI apuraria “a existência, a natureza e a extensão de eventuais relações pessoais, financeiras ou de outra ordem entre os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, bem como os seus associados, sócios e demais pessoas físicas e jurídicas integrantes do mesmo conglomerado ou a ele vinculadas”.
O colegiado investigaria, principalmente, “os possíveis reflexos dessas relações sobre a conduta funcional dos referidos magistrados no exercício de suas atribuições institucionais, com vistas à eventual responsabilização dos julgadores e ao aprimoramento do arcabouço normativo destinado a garantir a independência, a imparcialidade e a integridade do Poder Judiciário brasileiro”.
Para que seja criado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), precisa fazer a leitura do requerimento em sessão do plenário da Casa.
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