Dennys Xavier na Crusoé: A salvação que vem do passado
É preciso recuperar os espaços que conferem significado real ao nosso mundo e onde podemos efetivamente experimentar vida livre
Os gregos tinham uma palavra particularmente rica para descrever certos vínculos humanos que ultrapassavam a mera coexistência social: koinonía (κοινωνία).
A palavra remete à ideia de comunhão, participação compartilhada, pertencimento ativo a uma ordem comum; dividir práticas, deveres, afetos, memória e finalidade coletiva.
A pólis grega era concebida como uma forma de koinonía, porque pressupunha homens ligados por responsabilidades recíprocas e por uma certa consciência de destino comum.
Ninguém se tornava plenamente humano fora dessas relações de participação concreta.
Teríamos perdido o sentido de koinonía?
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Robert Nisbet nasceu em 1913, na Califórnia, e atravessou praticamente todo o século 20 observando transformações sociais que alterariam profundamente a vida ocidental.
Sociólogo, professor e intelectual de formação humanista, dedicou grande parte de sua obra ao estudo das relações entre autoridade, comunidade, indivíduo e poder político.
Em A Busca pela Comunidade, publicado em 1953, ele formulou um dos diagnósticos mais agudos sobre o desenraizamento moderno e sobre a lenta dissolução das formas intermediárias de convivência que sustentavam a experiência social antes da expansão das grandes estruturas burocráticas contemporâneas.
O livro surgiu num período marcado pela confiança crescente na racionalização administrativa da vida coletiva.
Depois…
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