Deltan recupera Instagram, mas segue proibido de fazer campanha
Nova decisão libera acesso à rede social; candidato continua impedido de pedir votos
Deltan Dallagnol (Novo) voltou a ter acesso ao Instagram neste domingo, 27, após uma nova decisão judicial. O candidato ao Senado pelo Paraná, porém, continua proibido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de fazer campanha.
A suspensão impede pedidos de voto, propaganda eleitoral e outros atos de campanha.
Em vídeo publicado no X e no Instagram, Dallagnol disse que seu nome estará na urna em 4 de outubro e criticou a decisão que o impede de fazer campanha.
“Podem tentar calar a nossa voz, eu não posso pedir voto por conta da censura eleitoral, mas a decisão no final está nas mãos do povo paranaense”, afirmou.
A nova decisão citada por Dallagnol ainda não havia sido divulgada pelo TRE-PR neste domingo.
Na quinta-feira, 24, a Justiça Eleitoral havia determinado que ele desativasse o Instagram ou retirasse toda a propaganda eleitoral da página, após uma denúncia no sistema Pardal.
A conta voltou ao ar sem os conteúdos de campanha.
A descrição do perfil ainda informa a proibição eleitoral, enquanto as publicações passaram a se concentrar em pesquisas, na decisão do TSE e em críticas a adversários.
“Campanha substitutiva”
O TRE-PR também identificou uma “campanha substitutiva” de aliados de Dallagnol.
A corte determinou a retirada de sete publicações dos deputados Filipe Barros (PL) e Guilherme Kilter (Novo) e do advogado Jeffrey Chiquini que pediam votos para o candidato.
Cada publicação mantida após 24 horas poderá gerar multa de R$ 10 mil.
A juíza auxiliar Sandra Bauermann afirmou que “a atuação de terceiros candidatos não pode servir como via de burla para o restabelecimento prático de uma campanha eleitoral expressamente suspensa pela Corte Superior”.
O TRE, porém, preservou manifestações de apoio e críticas à decisão que não contenham pedido explícito de voto.
Suspensão da campanha
O TSE suspendeu os atos de campanha de Dallagnol após questionamentos sobre sua candidatura ao Senado.
A corte manteve a medida por 5 votos a 2, embora o registro da candidatura continue válido enquanto o processo não for definitivamente julgado.
A decisão retomou uma controvérsia iniciada em 2023, quando o TSE cassou o mandato de Dallagnol e o declarou inelegível por entender que houve fraude à Lei da Ficha Limpa. Em setembro deste ano, porém, o TRE-PR havia considerado que a causa de inelegibilidade não permanecia e liberado sua candidatura.
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