Defesa de pai de Vorcaro pede a Fachin revisão de suspensão de processo
Advogados sustentam que empresário está preso há mais de 90 dias e pede que prisão preventiva seja convertida em domiciliar humanitária
A defesa do empresário Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pediu nesta quarta-feira, 16, ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, que reveja a suspensão do processo no qual foi decretada sua prisão.
A solicitação busca fazer com que o relator da Operação Compliance Zero, ministro André Mendonça, analise um pedido de conversão da prisão preventiva de Henrique em domiciliar.
A suspensão citada por Henrique tem conexão com a decisão de Fachin que eterminou a remessa de todos os procedimentos relacionados às investigações sobre a fraudes do Banco Master (Operação Compliance Zero) e as fraudes ao INSS (Operação Sem Desconto).
A defesa de Henrique destaca que a suspensão do processo que envolve o empresário “não se resolveu” durante o julgamento do STF desta terça-feira.
Para os advogados do pai de Vorcaro, a falta de um desfecho no julgamento deixa em aberto a “questão de se saber qual será o órgão competente e qual será o relator” para a análise de pedidos feitos no âmbito das investigações do caso Master.
Um desses pedidos, que havia sido dirigido a Mendonça, é para que a prisão preventiva de Henrique Vorcaro – que foi confirmada pela Segunda Turma do STF — seja convertida em uma domiciliar humanitária. Segundo os advogados do empresário, ele está preso há mais de 90 dias sem que haja uma nova fundamentação para a custódia.
A defesa pede a conversão da prisão de Henrique sob o argumento de que ele “padece de doença com grande capacidade de risco à vida”, uma “diverticulite recorrente”. Assim, pede a Fachin que devolva o caso a Mendonça para que ele analise tal pedido e o submeta à Segunda Turma do STF.
Os advogados defendem que o procedimento que envolve Henrique — ligado ao grupo que teria sido montado por Vorcaro para monitorar e intimidar opositores — não tem qualquer grau de relação com as “relações” do ex-banqueiro com ministros do STF .
Trata-se do primeiro pedido que contesta a ordem de Fachin, para que os autos das Operações Sem Desconto e Compliance Zero fossem remetidas a seu gabinete, em meio à crise sem precedentes no Supremo, com a troca de acusações entre Moraes e Mendonça.
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