Pai de Vorcaro envia carta a Mendonça e pede revogação de prisão
"Faço parte do Reino de Deus, de Jesus Cristo. Não de máfia", escreveu Henrique Vorcaro
O empresário Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, endereçou uma carta ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma tentativa de reverter sua prisão em uma penitenciária de Minas Gerais, onde está preso há mais de um mês.
No texto, o pai de Vorcaro afirma não ser “de máfia, bandido” ou “desonesto”.
“Faço parte do Reino de Deus, de Jesus Cristo. Não de máfia. Nunca fiz nada de mal a ninguém nem participei de esquema de turma nenhuma”, disse Henrique, em tom de religiosidade.
Henrique também relatou problemas de saúde e afirmou ter passado mal dentro da cela
“Meu corpo ficou todo anestesiado, meus braços completamente dormentes e uma dor de cabeça enorme. Fiquei apavorado, mas com a graça de Deus orei e depois de um tempo passou. Na cadeia não tenho menor estrutura, se tiver que sair às pressas tem só uma UPA por perto que não conseguiria me salvar se tivesse um pico de pressão para baixo ou para cima, poderia ser fatal”, afirmou.
Na carta, Henrique ainda diz conhecer Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário, e relata supostas ameaças atribuídas à irmã dele desde sua morte.
“[Sicário e o genro] me ofereceram vários projetos para investir: imóveis, cemitério no Rio de Janeiro, fazenda de eucalipto, empresa de software de autoescola, os quais não quis investir (…) Eu disse claramente que nosso negócio comercial com o irmão dela eram bons para a família, mas eram empreendimentos, não em dinheiro agora, e já tínhamos adiantado muito. Estava apertado, não queria ser chantageado e extorquido, tentei apaziguar, mas disse que ela fizesse o que quisesse pois não tinha nada a temer”, afirmou.
Apelando à religiosidade de Mendonça, membro da Igreja Presbiteriana, Henrique pediu para que revogue sua prisão preventiva.
“Peço a Deus que o senhor seja tocado pelo Espírito Santo para discernir o que é a verdade. Peço que revogue esta prisão o mais rápido possível. Em nome de Jesus. Estou preso há 34 dias, preciso sair. Não posso viver essa injustiça absurda”, disse.
Em 16 de junho, a Segunda Turma do STF decidiu manter a prisão de Henrique por três votos contra um.
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