Defensoria Pública apura condições de saúde de Bolsonaro na PF
Iniciativa ocorre após deputado e senador enviarem ofícios à instituição; Bolsonaro cumpre pena em sala de Estado-Maior
A Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) informou, nesta terça-feira, 13, que abriu um procedimento para apurar as condições de saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília. A inciativa da DPDF ocorre após o envio de ofícios pelo senador Izalci Lucas (PL-DF) e do deputado Gustavo Gayer (PL-GO) à instituição.
“A DPDF informa que recebeu ofícios do Senador Izalci Lucas e do Deputado Federal Gustavo Gayer solicitando a análise de informações relacionadas às condições de saúde do ex-presidente, no contexto de sua custódia pela PF. Diante das comunicações encaminhadas, a DPDF instaurou procedimento para averiguar os fatos noticiados, no exercício de suas atribuições constitucionais de fiscalização e de garantia dos direitos fundamentais das pessoas sob custódia do Estado“, inicia o comunicado.
“A instituição esclarece que, até o momento, não houve qualquer deliberação ou decisão conclusiva sobre o caso, uma vez que o procedimento encontra-se em fase inicial de tramitação interna”.
A nota prossegue: “A instituição reforça que atua de forma técnica, imparcial e independente, sem juízo prévio de mérito, observando rigorosamente os trâmites legais e institucionais. Eventuais informações adicionais somente serão prestadas se e quando houver a conclusão do procedimento ou deliberação oficial a respeito do tema”.
Bolsonaro cumpre a pena de 27 anos e 3 meses de prisão à qual foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em uma sala de Estado-Maior na Superintendência da PF.
Ainda nesta terça, ele foi visitado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho. Em entrevista a jornalistas após a visita, Flávio falou sobre a saúde do pai e disse que o ex-presidente está sofrendo “tortura psicológica“ na sala de Estado-Maior.
“Ele hoje pareceu estar um pouco melhor, estava sem soluço”, falou o senador, acrescentando que o pai ainda encontra-se com o pé machucado por causa da queda na semana passada. De acordo com Flávio, Bolsonaro não se lembra exatamente como ocorreu o acidente.
“Mas mostra que é um problema, independentemente de qual seja a razão, que é um grande risco ele ficar sozinho. Ele precisa de cuidados permanentes, alguém 24 horas do lado dele, da família ou de enfermagem. Por isso a gente tem insistido tanto com o pedido de domiciliar humanitária, que eu espero que o quanto antes seja deferido. O que estão fazendo com ele é uma tortura”, afirmou o senador.
“Na hora que eu ainda estava saindo ele ainda me alertou, eu falei ‘esse barulho do ar-condicionado que você ouve no seu quarto?’, um barulho forte de ar-condicionado. Ele falou ‘Flávio, se fosse esse o barulho, estava bom, é muito mais forte do que esse’”.
O congressista prosseguiu: “Na sala aonde a gente conversa quando você sai para se dirigir aqui para a parte de fora dá para ouvir bem o som do ar-condicionado. Muito alto. Ele está sendo torturado psicologicamente, sendo obrigado a ficar 12 horas por dia dormindo com um barulho desse no seu ouvido, isso não existe, isso é uma tortura que tem que mudar“.
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