Defensor da cloroquina assume comando da Comissão de Saúde
Giovani Cherini (PL-RS) foi eleito com 38 votos favoráveis; ele tem 65 anos e é deputado federal pelo RS desde 2011
O deputado federal Giovani Cherini (PL-RS) assumiu nesta quarta-feira, 4, a presidência da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados. Ele foi eleito com 38 votos favoráveis. Houve ainda seis em branco.
Na última quarta-feira, 28, o Colégio de Líderes da Câmara concordou com uma proposta do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de manter em 2026 a mesma divisão entre os partidos dos comandados das comissões permanentes adotada no ano passado.
Por isso o PL permanece no comando da Comissão de Saúde. No ano passado, o partido presidiu o colegiado com Zé Vitor (PL-MG).
Cherini tem 65 anos e é deputado federal pelo Rio Grande do Sul desde 2011. Foi deputado estadual do RS de 1995 a 2011. Na pandemia de covid-19, assim com o então presidente Jair Bolsonaro (PL), ele defendeu o uso de cloroquina contra a doença; o medicamento é comprovadamente ineficaz para tratar a doença causada pelo coronavírus.
Em seu discurso de posse, segundo a Agência Câmara, Cherini disse que a prioridade da sua gestão na comissão será o fortalecimento da saúde preventiva e das práticas integrativas no Sistema Único de Saúde (SUS).
De acordo com o parlamentar, a criação de um sistema de saúde preventiva é urgente, focando na mudança de hábitos e no bem-estar integral – físico, mental, espiritual e emocional.
Ainda para o deputado, o país enfrenta problemas por negligenciar cuidados básicos cotidianos.
“Para mim, o mais importante é a prevenção. Vivemos em um país que come mal, dorme mal, não faz exercício físico e não bebe água, que são as coisas elementares do autocuidado”, falou o congressista.
Cherini anunciou que a Cpomissão de Saúde fará audiências públicas e campanhas para promover a saúde integrativa. Entre os temas citados, estão o combate ao câncer e ao infarto e uma maior atenção às pessoas idosas.
“Meu compromisso é priorizar emendas parlamentares aqui para que elas sejam executadas onde precisam ser executadas. Vocês sabem que muitos hospitais hoje vivem das emendas. Se o SUS é um direito de todos e uma obrigação do Estado, nós precisamos fazer valer isso”, pontuou também.
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