“Decisão estava tomada há muito tempo”, diz Nunes sobre prisão de Bolsonaro
Para o prefeito de São Paulo, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, referendada pela Primeira Turma do STF, deve ser "respeitada"
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou na segunda-feira, 24, que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de decretar a prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL) estava tomada “há muito tempo”.
Para o emedebista, no entanto, ela deve ser “respeitada”.
“Olha, a decisão já estava tomada há muito tempo, antes até do julgamento. Isso aí todo mundo sabe. Isso é uma coisa que já estava escrito, todo mundo já estava sabendo o que iria acontecer”, afirmou Nunes.
“É uma decisão que está tomada, tem que ser respeitada, estamos num país democrático a respeitar as instituições, mas obviamente já estava decidido”, acrescentou.
Prisão de Bolsonaro
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) preso na superintendência da sede da Polícia Federal, em Brasília.
Votaram para referendar a liminar concedida no sábado, 22, os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.
Bolsonaro foi preso no sábado pela manhã por determinação de Moraes. O relator da chamada ação penal do golpe entendeu que uma vigília convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho de Jair, poderia comprometer a ordem pública e faria parte de um plano de fuga do ex-presidente.
Além disso, a Polícia Federal identificou a tentativa de danificação da tornozeleira eletrônica do ex-presidente. Em depoimento no domingo, Bolsonaro admitiu que tentou abrir o dispositivo. Mas ele atribuiu a decisão a um “surto psicótico”.
Defesa de Bolsonaro não apresenta novos embargos
A defesa de Jair Bolsonaro decidiu não apresentar novos embargos declaratórios em relação à chamada ação penal do golpe.
O prazo para protocolar os chamados “embargos dos embargos” terminou na segunda-feira, 24.
Assim, abre-se margem para que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determine o chamado “trânsito em julgado” e determine o início do cumprimento imediato da condenação de 27 anos e 3 meses de prisão.
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Comentários (2)
Rafael Tomasco
25.11.2025 12:01Os ratos da centrada tão finalmente pulando fora
Ana Amaral
25.11.2025 09:03Muito democrático : todo mundo já sabia a decisão do STF. Nossa classe política é de indigência mental terrível .