Damares diz que STF temia que Senado descobrisse “a verdade” sobre o Master
Senadora relembra tentativas de investigar Daniel Vorcaro e acusa Corte de interferir nos trabalhos do Congresso
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou nesta segunda-feira, 14, que o Supremo Tribunal Federal (STF) teria interferido nas tentativas do Senado de investigar o caso envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro. Segundo ela, as informações poderiam ter sido esclarecidas ainda em 2025, caso as comissões parlamentares tivessem tido acesso aos documentos obtidos durante as investigações.
Damares apresentou uma cronologia das iniciativas do Senado. Segundo a senadora, a CPMI do INSS foi instalada em agosto de 2025 e os parlamentares tentaram convocar Vorcaro e outras pessoas relacionadas ao caso Master.
Ela afirmou que o colegiado conseguiu quebrar o sigilo de Vorcaro em dezembro, mas que, após a chegada dos documentos ao Senado, uma decisão do ministro Dias Toffoli teria retirado o sigilo de parte do material que estava sendo analisado pelos parlamentares.
Segundo Damares, parte dos documentos voltou a ficar sob sigilo e os senadores tiveram de consultar o material em uma “sala-cofre”. A senadora criticou ainda as suspeitas levantadas contra os parlamentares durante a análise dos documentos.
“Era o tempo todo a Suprema Corte desacreditando o nosso trabalho.”
“Senado foi silenciado”
Damares afirmou que o grupo de senadores envolvidos nas investigações tenta esclarecer o caso Master desde agosto de 2025 e disse que houve interferência do STF nos trabalhos das comissões.
A senadora também mencionou a CPI do Crime Organizado e afirmou que houve diferentes decisões judiciais que atingiram as duas comissões.
Para Damares, se os documentos obtidos com a quebra do sigilo de Vorcaro tivessem sido disponibilizados integralmente aos parlamentares, o Senado já poderia ter tomado medidas sobre o caso.
“Lamento, mas o Senado Federal foi silenciado por uma corte.”
A senadora afirmou ainda que, na avaliação dela, as interferências ocorreram porque havia receio de que os parlamentares tivessem acesso às informações do caso.
“Eles tinham medo da verdade.”
Ao final, Damares afirmou esperar que o presidente do STF, Edson Fachin, não tenha receio de dar prosseguimento à investigação discutida pela Corte na sessão desta terça-feira, 15.
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