Crusoé: Voto por distrito
Câmara dos Deputados analisa substituição do sistema proporcional por outro, para aproximar o representante do seu eleitor
A discussão sobre a implementação no Brasil do voto distrital misto, em substituição ao atual sistema proporcional por meio do qual são eleitos os vereadores e os deputados, ganhou força nos últimos meses na Câmara dos Deputados.
O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), apoia a alteração e anunciou que pretende criar uma comissão especial para analisar um projeto de lei de 2017, de autoria do ex-senador José Serra (PSDB), que prevê a instituição desse sistema.
Participando de evento da Associação Comercial de São Paulo no último dia 7 de abril, Motta disse ver o voto distrital misto como uma “evolução” do sistema eleitoral brasileiro, argumentando que fortalece a representatividade do eleitor no Parlamento.
Essa, realmente, é uma das principais vantagens em relação ao sistema atual. O voto distrital misto aproxima o representante do eleitor, porque nesse sistema há a criação de distritos, regiões delimitadas nas quais ocorrem as eleições para o Parlamento.
No caso de uma eleição para deputado federal, diferentemente do que acontece atualmente, os políticos não serão candidatos de todo o estado, mas de um determinado distrito daquele estado.
O número de opções para cada eleitor, assim, é muito menor.
E quando um candidato é eleito para representar quatro cidades, por exemplo, sua conexão com as pessoas tende a ser mais forte.
Outra vantagem é um fortalecimento da identidade partidária, porque os partidos terão apenas um candidato por distrito. Sendo o candidato não compete, no pleito, com um correligionário da mesma sigla, como ocorre no sistema proporcional.
Mas o voto distrital misto não representa o fim do sistema proporcional completamente. Ele é misto exatamente porque no momento de escolher seus representantes para o Parlamento, o eleitor dá dois votos: um para o candidato do distrito…
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