Crusoé: Vassalagem diplomática
Lula e Flávio posam para foto ao lado de Trump para contornar crises. E mais: O último voo dos tucanos e O populismo da PEC 6x1
Não há precedente na história brasileira de uma eleição em que os dois principais candidatos correm afoitos para a Casa Branca para fazer uma foto com o presidente americano.
A regra é esperar a posse para fazer a visita oficial, até porque a aproximação com os Estados Unidos pode ser interpretada pela população como influência indevida no processo eleitoral.
“Houve, sim, situações de visitas ao presidente americano fora de campanhas eleitorais“, diz o embaixador Rubens Ricupero. “Eu mesmo participei da visita de Tancredo Neves e, pouco depois, de José Sarney ao presidente Ronald Reagan e ao vice-presidente Bush, em 1985. Ambos já estavam eleitos e visitaram igualmente outros mandatários, seja na Europa, seja na América Latina.”
Mas, este ano, nem Lula nem Flávio Bolsonaro estão preocupados em evitar interferências do governo americano na eleição brasileira. Muito pelo contrário.
Com uma diferença de apenas duas semanas, os dois políticos brasileiros tentaram usar Donald Trump como cabo eleitoral.
E, nesse ponto, Flávio se deu bem melhor que Lula, diz Duda Teixeira em “Vassalagem diplomática”, a matéria de capa de Crusoé.
Outros destaques de Crusoé
Na reportagem “O último voo dos tucanos”, Guilherme Resck fala sobre os planos do PSDB para lançar o deputado federal Aécio Neves como candidato a presidente da República.
Esse é o mais novo movimento da sigla para recuperar o seu protagonismo nacional.
Na matéria “O populismo da PEC 6×1”, Wal Lima mostra o esforço dos deputados governistas para associar a redução da jornada de trabalho ao governo Lula.
Discussão foi transformada em ato político, com discursos eleitorais, provocações à oposição e parlamentares entoando “Olê, olê, olê, Lula”.
Colunistas
Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas.
Nesta edição, escrevem Roberto Reis (A sorte sorriu para Lula, mas o eleitor bocejou), Leonardo Barreto (Estamos todos bêbados), Márcio Coimbra (A ilusão da neutralidade), Paulo Roberto de Almeida (Uma legítima foto histórica e suas imitações baratas), Clarita Maia (Influenciadores e o terrorismo estocástico), Dennys Xavier (Quando você não paga por estar errado), Josias Teófilo (Novos ares no cinema), Maristela Basso (O que nos faz calar?), Letícia Barros (A seguridade social que o Brasil não consegue pagar) e Rodolfo Borges (O problema final de Flamengo e Palmeiras).
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