Crusoé: Um Zema no meio do caminho
Governador mineiro peita Lula e faz planos para 2026
O governador de Minas Gerais Romeu Zema, do partido Novo, não deixou escapar a oportunidade ao subir no mesmo palanque com o presidente Lula na terça, 11, na montadora de automóveis Stellantis, em Betim.
Com o microfone na mão, Zema criticou o inchaço da máquina pública no governo Lula, que conta com 39 ministérios.
“O que nós estamos fazendo no governo de Minas é o que qualquer empresa faz: gente competente. Todo o meu secretariado foi escolhido, foi selecionado igual a Fiat contrata aqui. Apesar de sermos o segundo estado mais populoso do Brasil, nós somos o que tem o menor número de secretarias: catorze. Mas, para time ganhar campeonato não precisa colocar vinte, trinta jogadores em campo. Precisa é de onze craques. É o que nós temos feito aqui”, afirmou Zema, valorizando uma de suas principais bandeiras, a meritocracia.
Lula rebateu no mesmo evento: “O importante é a qualidade das pessoas que você tem. Nos compromissos que as pessoas têm. Eu não quero só um cara formado em Filosofia, um cara formado em Engenharia, um cara formado em qualquer coisa. É muito importante o diploma, mas eu quero pessoas que tenham, antes de tudo, sensibilidade no coração para entender os problemas da sociedade brasileira”.
Zema voltou à carga na quinta, 13, ao publicar um vídeo nas redes sociais dizendo que o presidente Lula está em “modo avião”, que é quando o telefone celular não faz chamadas nem se conecta com a internet.
São acusações duras e realistas, mas que também podem estar vindo à tona par seguir um projeto político, diz a reportagem de capa da nova edição de Crusoé, assinada por Duda Teixeira e Ricardo Kertzman.
Outros destaques de Crusoé
A matéria “A festa da impunidade”, assinada por Wilson Lima, mostra como a volta de José Dirceu nesta semana, em seu aniversário de 79 anos, é sintomática: no Brasil, o crime compensa.
Dirceu foi peça importante em dois dos principais esquemas de corrupção revelados no país nos últimos vinte anos: mensalão e petrolão. Foi condenado e preso em ambos. Hoje, ele é visto como um papa dentro do PT.
A reportagem “Putin quer a guerra”, de João Pedro Farah, revela que, ao esnobar o cessar-fogo proposto pelos Estados Unidos e aceito pela Ucrânia, o ditador russo demonstra que não tem nenhuma pressa em parar com sua ofensiva para reconquistar a região russa de Kursk ou seguir com a invasão no leste do país vizinho.
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Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas. Nesta edição, escrevem Leonardo Barreto, Dennys Xavier, Jerônimo Teixeira, Josias Teófilo e Rodolfo Borges.
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Comentários (1)
Amaury G Feitosa
14.03.2025 10:15O que Lula quer todo o país já sabe e o desprezo que o povo lhe tem deixa isto claríssimo, todos sabem que não governa nem sua casa e isto pode trazer duras consequências ao país cansado de tanto descalabro e humilhação de 70milhões de "cidadões" terem de sobreviver sob esmolas do poder que lhe mata a fome e lhes corrói as mentes mas a consciência disto começa a chegar ... até 2026 muita água vai rolar e castelos podem ruir.