Crusoé: Procura-se um vice
Centrão isola as principais candidaturas e cria situação inédita na eleição. E mais: O Rio sem bolsonarismo e A missão impossível de Haddad
Às vésperas do prazo final para a oficialização das chapas presidenciais, a escolha do vice-presidente se transformou em um calcanhar de Aquiles para as principais campanhas presidenciais.
Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) chegam a essa reta final de campanha sem um vice para chamar de seu. E Lula foi obrigado a manter Geraldo Alckmin (PSB) como vice.
O movimento contrasta com o peso que a vaga de vice ganhou nas eleições recentes. Mais do que um posto de substituição eventual do presidente, o cargo passou a funcionar como instrumento de ampliação de alianças, atração de segmentos eleitorais e sinalização de força política.
De 2002 para cá, a função era uma espécie de dote oferecido aos principais partidos em nome de uma coalizão mais ampla e consistente.
Este ano, porém, a definição desse nome tem se mostrado menos uma formalidade e mais um teste da capacidade de articulação dos candidatos, dizem Wal Lima e Wilson Lima em “Procura-se um vice”, a matéria de capa da edição de Crusoé desta semana.
Outros destaques de Crusoé
Na reportagem “O Rio sem bolsonarismo”, João Pedro Farah mostra como o bolsonarismo está perdendo forças em seu berço político.
O nome apoiado pelo PL para disputar o governo do Rio de Janeiro ainda não conseguiu decolar nas pesquisas. Douglas Ruas tem 16% das intenções de voto e pode ser deixado de fora do segundo turno por Anthony Garotinho.
Em “A missão impossível de Haddad”, Guilherme Resck conta como ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad está incumbido, nas eleições de 2026, da mesma missão impossível que abraçou no pleito de 2022: ser eleito o primeiro governador petista da história do estado de São Paulo.
Maior colégio eleitoral do país, São Paulo tende a impor mais uma derrota ao petista.
Colunistas
Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas.
Nesta edição, escrevem Roberto Reis (A TV ainda vale tanto quanto a internet nas eleições), Bruno Soller (A pós-direita francesa), Maristela Basso (A hora da verdade da OMC), Clarita Maia (Ormuz: da guerra energética à guerra cibernética), Márcio Coimbra (A reinvenção de Astana), Dennys Xavier (A diplomacia na Grécia Antiga), Josias Teófilo (Espontaneidades criativas), Izabela Patriota (O mercado de exceções na pauta dos costumes), Roberto Ellery (O que os índices de preços realmente medem) e Rodolfo Borges (Eu, impedimento semiautomático).
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