Crusoé: “O bloco da ilegalidade nunca foi tão forte e unido no Brasil”, diz Dino
Ministro discursou durante cerimônia de entrega do Título de Notório Saber a ele na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira, 22, que “o bloco da ilegalidade nunca foi tão forte e unido no Brasil”.
A declaração foi feita durante discurso na cerimônia de entrega do Título de Notório Saber ao ministro, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
“E aqui [com bloco da ilegalidade] eu me refiro desde às facções armadas ao mercado de capitais que lava dinheiro das facções armadas. Um não vive sem o outro. É duro, triste, mas é assim. Me refiro àqueles que comercializam, compram, vendem decisões judiciais. Me refiro às emendas parlamentares, quando distorcidas, não são todas. Me refiro, portanto, a todos aqueles que traem os signos do poder do Estado para se integrarem no bloco da ilegalidade”, acrescentou o ministro.
“O bloco histórico da ilegalidade se soma às críticas justas exatamente para procurar apresentar fatos que negam os valores a que fiz alusão. Fatos muito cruciantes. Me refiro ao último, que é aquele atinente a essa etapa da revolução científico-tecnológica, que é o maior desafio histórico ao iluminismo, ao liberalismo, ao constitucionalismo”, pontuou também.
Ameaça ao ministro
Na última segunda-feira, 18, Dino relatou que “recentemente” uma funcionária de uma empresa aérea o hostilizou num aeroporto, defendendo a morte do magistrado. Refletindo sobre o caso, em uma publicação no Instagram, Dino pediu que as empresas em geral façam campanhas internas de educação cívica.
“Um relato e um pedido para empresas e entidades empresariais. Recentemente, uma funcionária de uma empresa aérea, ao olhar um cartão de embarque com meu nome, manifestou a um agente de polícia judicial a vontade de me xingar. Em seguida se ‘corrigiu’: disse que seria melhor MATAR do que xingar. Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF”, iniciou…
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