Crusoé: Nova aposta no medo
Petistas espalham, mais uma vez, que programas sociais podem acabar com eventual vitória de Flávio Bolsonaro
Há um velho fantasma que volta a rondar as eleições brasileiras: o medo.
Em 2002, José Serra, então candidato do PSDB à Presidência, explorou em sua campanha o temor de uma eventual vitória de Lula. A propaganda eleitoral tucana buscava associar a chegada do petista ao poder à incerteza e aos riscos de uma mudança de rumo no país.
O ápice da campanha do medo foi um depoimento da atriz Regina Duarte, na época ícone da TV Globo.
Em tom quase apocalíptico, ela apareceu no horário eleitoral e disse que tinha medo do que poderia acontecer com o Brasil caso o petista fosse eleito.
“Eu estou com medo. Fazia tempo que não tinha esse sentimento. O Brasil corre o risco de perder toda a estabilidade que já foi conquistada”, disse na época, evocando fantasmas como a volta da inflação, uma queda de autonomia no cenário internacional e a extinção de programas sociais.
O troco do PT na época foi simples: “A esperança vai vencer o medo”.
A estratégia do medo não deu certo, e Lula foi eleito, depois de dois mandatos seguidos de Fernando Henrique Cardoso.
Agora, mais de duas décadas depois, o expediente reapareceu antes do primeiro turno, com uma fake news falando que Nossa Senhora Aparecida poderia perder o título de padroeira caso Flávio Bolsonaro seja eleito. O efeito foi nulo.
Após a divulgação dos resultados das urnas, com Flávio dois pontos à frente de Lula, o PT retomou a campanha do medo com outros temas, mas as chances de funcionar novamente são mínimas.
Nova pandemia
Os petistas reuniram todo o material disponível para assustar o eleitor sobre uma possível vitória de Flávio.
A primeira-dama Janja gravou um vídeo com uma lista de tópicos para assustar a população.
“Flávio Bolsonaro vai destruir. Sabe o fim da escala 6X1? Ele vai enterrar, acabar. Nós queremos que descanse, que tenha tempo com a sua família. Ele quer que trabalhe sete dias por semana. E o Farmácia Popular, Flávio Bolsonaro vai acabar. E o crime organizado? Com Flávio Bolsonaro na Presidência, ele vai dominar o Brasil e as armas voltarão…
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