Crusoé: Militância eleitoreira
Apesar de estar em decadência, o identitarismo woke ainda tem lugar nas eleições legislativas, e passou a mirar até o PSOL de Erika Hilton
Inconformada com a promessa de 2,3 milhões de reais do fundo eleitoral para fazer sua campanha de reeleição, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP, foto) decidiu constranger o partido publicamente.
Não satisfeita em cobrar a direção do PSOL por um acordo que teria sido feito para evitar sua saída para o PT, a deputada acusou o partido identitário de adotar “privilégio branco e cis”, mesmo diante do fato de que ela é a deputada candidata à reeleição que receberá mais dinheiro do partido.
Se nem o PSOL escapa mais, que dirá candidatos de direita. Apesar de estar em decadência, o identitarismo woke ainda tem lugar nas eleições legislativas, de nicho, e segue poluindo o debate público, como se viu na semana passada na Copa do Mundo.
“Machismo estrutural”
Após o empate do Brasil contra a Seleção de Marrocos, o senador e ex-jogador de futebol Romário (PL-RJ) contestou uma avaliação feita pela jornalista Fernanda Gentil durante uma transmissão ao vivo.
O trecho viralizou nas redes sociais e levou a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS), também pré-candidata à reeleição, a classificar o episódio como manifestação de “machismo estrutural”.
A controvérsia durou pouco tempo. Gentil afirmou que a situação havia sido retirada de contexto e negou ter se sentido ofendida. Romário também rejeitou a acusação e disse considerar a jornalista uma das pessoas que mais entendem de futebol no país.
Mas o episódio serviu de combustível para um debate que já vinha ganhando espaço nas redes sociais e no meio político: a ampliação constante do alcance de conceitos como machismo, transfobia e discurso de ódio para situações que nem sempre são reconhecidas assim pelos próprios envolvidos.
Assédio?
O tema ganhou um novo capítulo após a vereadora de Praia Grande (SP) Eduarda Campopiano denunciar ter sido alvo de assédio…
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