Crusoé: Em busca de um vice
Flávio Bolsonaro está entre o mineiro Romeu Zema e a senadora Tereza Cristina
O período de desincompatibilização eleitoral nem sequer terminou, mas o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho de Jair, tenta bater o martelo, o quanto antes, sobre seu vice de chapa presidencial.
Dois nomes despontam como favoritos: o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e a ex-ministra e senadora Tereza Cristina (MS).
Cada um com sua virtude e suas limitações. Mas, a preço de hoje, Cristina é tida como favorita à função, embora não seja o nome dos sonhos de Jair, o idealizador da campanha de Flávio.
Na visão dos integrantes da campanha de Flávio, Tereza pode agregar mais que Zema por três fatores: um eleitoral, outro político-partidário e o terceiro, financeiro.
Tereza Cristina é da federação União Progressista (consórcio formado por União Brasil e PP), conglomerado que deve terminar a janela partidária com a maior bancada da Câmara.
Hoje, o partido tem 123 deputados e, assim, pode ter o maior tempo de TV e a maior fatia do fundo eleitoral. Em termos financeiros, algo na casa dos 1,2 bilhão. Um valor nada desprezível.
Como o PL também deve fechar a janela com 120 deputados, há a expectativa de que, do casamento entre os dois, surja um conglomerado partidário que teria capacidade de ter metade do tempo de TV e, melhor, metade do fundo partidário.
Um poder inédito em ano eleitoral.
Somados, os fundos partidários e eleitoral, as três siglas PL, União e PP podem ter disponíveis até 1,5 bilhão de reais. É muito dinheiro.
O segundo fator é eleitoral. As mulheres, assim como aconteceu em 2022, serão decisivas na definição de quem será o presidente da República.
Com uma mulher na chapa, Flávio espera reduzir a sua rejeição e conseguir atrair o voto feminino.
Flávio vai utilizar a campanha…
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Comentários (1)
Marian
27.03.2026 22:38A gestão de Zema como governador é bem avaliada, e isso conta