Crusoé: Dicionário para entender 2025
Este foi o ano da blindagem, mas também teve FLOP30, um papa agostiniano e muita creatina para aguentar o tranco
Pelo quarto ano seguido, Crusoé seleciona as principais palavras e expressões que se destacaram ao longo do ano.
Algumas são velhas conhecidas que ganharam novos significados, como Camisa 10, blindagem e caneta.
Outras surgiram do nada, frutos de geração espontânea, como adultização e faccionados.
E há sempre aquelas formadas da junção de outros termos, como os neologismos narcoterrorismo e FLOP30.
Com edições publicadas em 2022, 2023, 2024 e, agora, 2025, o “Dicionário para entender o ano” de Crusoé se consolida como um registro bem-humorado e didático de uma época em constante transformação.
Confira os quatro primeiros verbetes:
Adultização
Ato de tratar crianças e adolescentes como adultos precoces, expondo-os de maneira indevida nas redes sociais. Embora a hipersexualização de crianças seja uma tradição da televisão brasileira, o termo ganhou força após a publicação de um vídeo com denúncias feitas pelo influenciador Felca.
Agostiniano
Relativo a Santo Agostinho. A palavra ganhou notoriedade com a nomeação do americano Robert Prevost para papa, tornando-se Leão XIV. “Como agostiniano, nós nos unimos com os nossos momentos de ansiedade, escuridão e dúvida. E, como Agostinho, através da graça de Deus, nós podemos descobrir o amor verdadeiro e a cura verdadeira”, afirmou o papa em uma mensagem de vídeo. “Vamos construir uma comunidade em que o amor seja visível.”
Antibunker
Bombas americanas GBU-57 capazes de perfurar rochas e concreto para explodir no subsolo. Foram lançadas contra instalações nucleares do Irã, em junho.
Ata da Gleisi
Publicação recorrente da secretária de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, nas redes sociais, imediatamente após a divulgação da taxa básica de juros. Gleisi sempre reclama dos juros altos e nunca fala sobre sua verdadeira causa: a gastança sem freios do governo.
Colunistas
Privilegiando o assinante de O Antagonista+Crusoé, que apoia o jornalismo independente, também reunimos nosso timaço de colunistas para fazerem balanços sobre o ano que passou.
Nesta edição, escrevem Luiz Gaziri (Você é muito esperto para ser enganado?), Márcio Coimbra (com O ano em que Trump transformou risco em moeda de troca e Expurgos em Pequim), Clarita Maia (Brasil sem reservas morais), Wilson Pedroso (As tensões no xadrez da política nacional) e Izabela Patriota (As mentiras de Lula às mulheres).
Assine Crusoé e apoie o jornalismo independente.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)